Tötendes Licht
Ein Tanz auf der nostalgischen Brücke über die tiefe Schlucht
zwischen Anfang und Ende. Der Ritt auf den hohen Wellen des
dekadenten Wandels hin zum Tod der Kreation. Verschwommene
Konturen suggerieren trügerische Sicherheiten in den Gemütern
besonnener Geschöpfe. Hoch oben auf dem bewaldeten Hügel
entweicht ein Geruch misanthropischer Verwesung. Aus einem
grotesken Flug der passierenden Schemen entrinnt der Sog des
tötenden Lichtes, eingebettet in die Wiege eines verfälschten Ideals.
Starre Mechanismen des archaischen Elixiers verlieren sich im Dunkel
des Hasses. Der monströse Wall lechzender Erlöser ergötzt sich an
den Trümmern der totalen Vernichtung. Gehetzt und verkümmert in den
Weiten des erbärmlichen Schlachtfeldes. Man hört den Fluch verwelkter
Epochen... Ihre triste Melancholie erschallt am Grund der Verbitterung
Luz Mortal
Uma dança na ponte nostálgica sobre o profundo abismo
entre o começo e o fim. A cavalgada nas altas ondas da
mudança decadente rumo à morte da criação. Contornos borrados
sugerem seguranças enganosas nas mentes
de criaturas ponderadas. Lá em cima, na colina arborizada,
exala um cheiro de decomposição misantrópica. De um
vôo grotesco dos espectros que passam, escapa o puxão da
luz mortal, embutida no berço de um ideal distorcido.
Mecanismos rígidos do elixir arcaico se perdem na escuridão
do ódio. O monstruoso muro de salvadores famintos se deleita
com os destroços da destruição total. Perseguido e murchando
nas vastidões do miserável campo de batalha. Ouve-se a maldição
das épocas murchas... Sua triste melancolia ecoa no fundo da amargura.