El Cantor Posmoderno
1.-Cuando este mundo estalle y el átomo nos falle
cuando esos cabrones aprieten los botones
y lancen sus misiles a lo loco
yo aquí estaré sacándome los mocos.
Si por agujero de ozono en el sombrero
entran las radiaciones dejándonos pelones
y el pánico en la tierra se desata
yo seguiré rascándome las patas.
Este mundo esta de hueva, para que dejar mi cueva
por unos africanos que están tan desganados
que ya ni van de compras a los supermercados
si los niños de Bangladesh, se niegan a comer
¿Que puedo hacer yo? ¿Que puedo hacer yo?.
Cuando se contaminen las aguas y liquiden
a todas las ballenas, delfines y sirenas
y el mar sea un enorme basurero
yo aquí estaré rascándome los huevos.
Y cuando no sepamos que es lo que respiramos
y como medicina traguemos gasolina
y todos al final nos asfixiemos
yo seguiré echándome unos pedos.
Este mundo esta de hueva, para que dejar mi cueva
por unos servios locos que matan a los otros
tan lejos de nosotros que a mi me importa poco
si los niños de Bangladesh, se niegan a comer
llamen al coco, llamen al coco.
y cuando en el futuro, pregunten de seguro
que como fue que hicimos, que todo lo jodimos
a mi que no me vengan con mamadas
yo no hice nada.
O Cantor Pós-Moderno
1.-Quando esse mundo estourar e o átomo falhar
quando esses filhos da puta apertarem os botões
e lançarem seus mísseis à toa
eu estarei aqui, me coçando.
Se pelo buraco de ozônio no chapéu
entra a radiação e nos deixa carecas
e o pânico na terra se espalhar
eu vou continuar coçando as pernas.
Esse mundo tá uma droga, pra que sair da minha caverna
por uns africanos que tão tão desanimados
que nem vão mais às compras no supermercado
se as crianças de Bangladesh se negam a comer
O que eu posso fazer? O que eu posso fazer?
Quando as águas se contaminarem e liquidarem
todas as baleias, golfinhos e sereias
e o mar se tornar um enorme lixão
eu estarei aqui, me coçando.
E quando não soubermos o que estamos respirando
e como remédio engolirmos gasolina
e todos no final nos sufocarmos
eu vou continuar soltando uns peidos.
Esse mundo tá uma droga, pra que sair da minha caverna
por uns servos malucos que matam os outros
tão longe de nós que pouco me importa
se as crianças de Bangladesh se negam a comer
chamem o capeta, chamem o capeta.
E quando no futuro, perguntarem com certeza
como foi que fizemos, que tudo se ferrou
não venham com frescura pra mim
eu não fiz nada.