Cuervos
Atontado, sin respirar
Golpeado, no puedo hablar
Escondido, desorientación
Perdido, dejo de caer.
Desconfiado, sin compasión
Sumergido, golpeándome.
Tal vez, tal vez, tal vez
Mi fuego encenderás
Con lágrimas de cal
Mi llanto lo apagó.
Soñar, soñar, soñar
Hasta sentirse bien
Correr, correr, correr
Cuando baje el sol.
Alarma, no me vencerán
Despiadados, cuervos del sol
Temerosa, alucinación
Voy desnudo, soy viento sin voz.
Por tus manos treparé, renaceré
De este helado sueño yo despertaré
Por un poco de calor, regresaré
Volveré a correr
Volveré a correr.
Corvos
Atordoado, sem respirar
Baleado, não consigo falar
Escondido, desorientado
Perdido, paro de cair.
Desconfiado, sem compaixão
Submerso, me batendo.
Talvez, talvez, talvez
Você acenda meu fogo
Com lágrimas de cal
Meu choro apagou.
Sonhar, sonhar, sonhar
Até me sentir bem
Correr, correr, correr
Quando o sol se pôr.
Alerta, não vão me vencer
Desumanos, corvos do sol
Amedrontada, alucinação
Vou nu, sou vento sem voz.
Por suas mãos eu vou subir, renascer
Desse sonho gelado eu vou acordar
Por um pouco de calor, eu vou voltar
Vou voltar a correr
Vou voltar a correr.