Dasa
Sedim sedumkrat tejdne v hospode u piva
a naivne doufam, ze se Panbu nediva,
ty se bavis jinde, v cizi posteli,
nekdy me to boli a pak uz neboli.
Tak tu ted mlcky sedim, v ocich sul
ty si myslis, ze jsem vul.
Vyskrtanou sirkou prosim o milost,
kdyz te vidim nahou, popada me zlost,
jenom tvoje oci na me koukaji,
ty je cudne klopis, voni se nedaji.
Tak tu ted mlcky sedim, v ocich sul
ty si myslis, ze jsem vul.
Samy malickosti snazis se mi dat
a ty velky veci si mi troufas upirat,
dychtive se bojis vsech svejch neresti,
zivot s tebou pro mne byl jen nestesti.
Tak tu ted mlcky sedim, v ocich sul
ty si myslis, ze jsem vul
Dasa
Sentado aqui, na taverna com uma cerveja
E ingenuamente espero que Deus não esteja olhando,
Você se diverte em outro lugar, em outra cama,
Às vezes isso me machuca, mas depois já não dói.
Então aqui estou, em silêncio, com os olhos ardendo
Você acha que sou um idiota.
Com um fósforo riscado, peço clemência,
Quando te vejo nua, a raiva me consome,
Só seus olhos estão em mim,
Você os fecha de um jeito estranho, não dá pra entender.
Então aqui estou, em silêncio, com os olhos ardendo
Você acha que sou um idiota.
Só pequenas coisas você tenta me dar
E as grandes você se atreve a me negar,
Ansiosa, você teme todos os seus vícios,
A vida com você pra mim foi só desgraça.
Então aqui estou, em silêncio, com os olhos ardendo
Você acha que sou um idiota.