No brandar da leve folha
Na raiz desse bordô
Sobre o banco desse bosque
Os ensinos de um senhor
Canarinho leva e canta
Se tiver bom contador
Das histórias meu mistério
É na prosa de um amor
Canto e levo rasgo o verbo
Nas cantigas firme sou
Minhas rimas são em verso
Manifesto cura e dor
Um passado tão poético
No presente pura cor
É na linha do universo
Que eu navego onde for
Rema essa canoa canoeiro
O rio alvoroçou teu Juazeiro
Oke Aro lançou flecha primeiro
Quem dita sua vida é tu mesmo
Seja luz pra quem na sombra
Perdido ali se encontra
Fortaleça-te no rezo
Vá sempre de bate pronta
Coração é sempre guia
Na jornada da magia
O teu sangue corre solto
Curandeira abuelita
Flamenco
Dança-te na força do jaguar
Gira bata
Veste sua coroa e vai reinar
Flamenco
Dança-te na força do jaguar
Gira a bata linda guria
O Sol se pôs e foi até raiar