O velho observava numa praça
O bronze de uma estátua de valor
E nela esculpido estava um homem
Em um cavalo, pelo jeito, marchador
Empunhando uma espada já sem briga
Pelo tempo seu lenço se exanagou
O semblante expressando valentia
E trazia bem firme as rédeas na mão
O concreto não prendia pela imagem
Porque o velho olhava com o coração
O velho olhava com o coração
Logo abaixo das patas do marchador
Um menino, pés descalços, e uma mulher
Pela sombra que a estátua projetava
Uma das esporas vinha lhe calçar no pé
O velho olhava com o coração
A ponta da espada já sem brilho
Conservava um fio maior que aquele tempo
Pois sangrou o olhar do velho que mirava
O menino e a mulher sobre o cimento
Pois sangrou o olhar do velho que mirava
O menino e a mulher sobre o cimento
Um barreiro bateu asas sobre a anca
Sem temer abriu o bico de cantor
Dividindo com o menino a mesma cena
Mesclando penas sobre o bronze de valor
Dividindo com o menino a mesma cena
Mesclando penas sobre o bronze de valor
A ponta da espada já sem brilho
Conservava um fio maior que aquele tempo
Pois sangrou o olhar do velho que mirava
O menino e a mulher sobre o cimento
Pois sangrou o olhar do velho que mirava
O menino e a mulher sobre o cimento
Um barreiro bateu asas sobre a anca
Sem temer abriu o bico de cantor
Dividindo com o menino a mesma cena
Mesclando penas sobre o bronze de valor
Dividindo com o menino a mesma cena
Mesclando penas sobre o bronze de valor
O velho olhava com o coração
O velho olhava com o coração