Com barro, bico e asas
Lá no alto de um moirão
Ele constrói sua casa
E tem o nome de João
Com braço, suor e dor
Ele ergue um paredão
É um outro construtor
Também chamado de João
Esses dois trabalhadores
Que erigem moradias
Esquecem até das dores
Em sua diária porfia
O João de asa e bico
É somente um passarinho
Mas sabe que é mais rico
Pois é dono do seu ninho
Já o João que é pedreiro
Construtor de tantas casas
Jamais se iguala ao oleiro
Porque lhe faltam as asas
Sabemos que o João oleiro
Constrói o seu próprio lar
Não é pago com dinheiro
Mas na obra vai morar
Enquanto o outro João
Que ante a ave é mais fraco
Não possui a construção
E vai morar num barraco