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SEGUIMENTO

Volmir Coelho

Prendita a luz dos teus olhos são como estrelas sem fim
Que ao largo da noite grande clareiam os rumos pra mim
Nem o lume das alpacas de uma encilha domingueira
Não aproxima do teu brilho quando me miras faceira

Só peço ao tempo, prendita, que nos norteia e conduz
Que eu possa gastar minhas horas seguindo sempre esta luz
Que eu possa gastar minhas horas seguindo sempre esta luz
Lembranças varam lonjuras quando recordo que outrora
O teu sorriso à janela me guiava estrada afora
O teu sorriso à janela me guiava à estrada afora

Ah se eu pudesse, eu guardava, te juro, prenda faceira
Este riso em um relicário pra durar a vida inteira
Este riso em um relicário pra durar a vida inteira
Que assim sigamos no más como esteio, lado a lado
Projetando a mesma sombra, riscando o mesmo traçado
Projetando a mesma sombra, riscando o mesmo traçado

Quando um amor amadurece, vêm os frutos, descendência
De Deus, o pai, ó regalo, renasce em nós a inocência
De Deus, o pai o regalo, renasce em nós a inocência
Em forma de prece eu peço que logo adiante o piazito
Que aquele que vem por diante vai colher noutra volteada
Que aquele que vem por diante vai colher noutra volteada

Talvez o meu simples canto, que sempre foi tua morada
Renasce em hieros encantos diante esta copla rimada
Renasce em hieros encantos diante esta copla rimada
Segure minha mão e venha semeando flores na estrada
Que aquele que vem por diante vai colher noutra volteada
Que aquele que vem por diante vai colher noutra volteada
Que aquele que vem por diante vai colher noutra volteada

Prendita a luz dos teus olhos são como estrelas sem fim
Prendita a luz dos teus olhos são como estrelas sem fim

Composição: Volmir Coelho, Rodrigo Lopes