O Branco Morto
O branco morto
A noite eterna
Sem tempo ou espaço
Um lugar sagrado e frio
Sem vida e imóvel
Sem pulso ou vontade
Nenhuma lua brilha a noite
Somente o branco morto
Caixão da natureza
Tudo é sombrio
Montanhas eternas
Sono eterno
Como cadáveres esfolados
Três estão despojados
O chão está coberto
Congelado e frio
Os pássaros ficaram em silêncio
As flores todas mortas
Os ventos penetrando
Sem sol pela frente
A catedral de gelo
Parado no tempo
Como o inverno murcha
Eu ouço a ligação
O gelo está rachando
Eu prospero em sua queda
A solidão está desaparecendo
Queimando feixes de luz
Renascimento de idade
Eu monto o morto branco