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Sangue Carmesim

Wagner Roberto

Entre dois ladrões estava meu senhor
No calvário essa cena aconteceu
Para dar-nos prova de seu grande amor, ocupava o lugar que era meu
Mas não foi a cruz que ele carregou
Que a minha alma pode resgatar
Não foi a coroa de espinho que usou
Nem tampouco a lança que o transpassou
Mas somente seu sangue pode me comprar

Sangue precioso, sangue glorioso sangue carmesim
Sei que não mereço mas foi esse sangue que verteu por mim
O ouro e a prata do mundo inteiro não foram suficientes
Foi bem mais que isso, foi o sangue de Cristo puro e inocente

Foi tão grande a dor que ele suportou
Mas até a morte fiel permaneceu
Era inocente, pois jamais pecou
Até o ladrão na cruz reconheceu
Tal qual um cordeiro mudo se tornou
Pelas suas pisaduras fui sarado
Foi seu castigo que me trouxe a paz
E dos meus pecados não se lembra mais pois no santo sangue fui purificado