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Néfesh

Walber Costa

Procura amor, novas formas, novas saídas
Pra tentar me derrubar de vez
Mas não tem como levar minha esperança
Se eu nem tenho mais o que perder

Olha só no que eu ainda me seguro
Segurança que pode desabar
Sem mudança, sem nenhum contraste
Num mar bravo, sem rumo pra voltar

Meu corpo segue, mas minha alma insiste
É no erro que eu ainda espero
Na tempestade que eu vou resistir
É dali que vem a força viva

Nessa prisão, nesse exílio
Histórias marcadas no chão
Por caminhos nunca antes trilhados
Entre guerras e superação

Meu corpo segue, mas minha alma insiste
É no erro que eu ainda espero
Na tempestade que eu vou resistir
É dali que vem a força viva

Mas também não existe sofrimento
Onde a esperança já morreu
É nesse ponto que eu me encontro
Amor é um mal que nem se vê

Meu corpo segue, mas minha alma insiste
É no erro que eu ainda espero
Na tempestade que eu vou resistir
É dali que vem a força viva

Tudo volta ao pó, como foi feito
Tudo está debaixo de seus pés onde deito
Como a mata acaba e ainda continua virgem?
Como os homens fazem as suas próprias origens?

Composição: Walber Costa