8 capas de álbuns da MPB com histórias curiosas

Adentre as histórias envolventes das capas de álbuns da MPB e descubra os segredos por trás de cada imagem que marcaram a música brasileira.

Clube da Esquina, Milton Nascimento e Lô Borges (1972)

Com quase 50 anos de idade, o disco influenciou muita gente e é parte da história de Minas. A foto dos dois meninos que estampam a capa de Clube da Esquina foi tirada espontaneamente pelo fotógrafo pernambucano Cafi, que viu as crianças à beira da estrada.

Todos Os Olhos, Tom Zé (1973)

A capa do disco de Tom Zé sempre rendeu grande controvérsia. Por anos, nem o próprio Tom sabia responder: a capa do álbum é uma boca ou um ânus?O fotógrafo responsável pela capa afirmou que a proposta era de que fosse um ânus com uma bolinha de gude. Porém, o resultado ficou muito óbvio e não foi aprovado, então a foto acabou sendo de uma boca mesmo.

Índia, Gal Costa (1973)

Mostrar determinadas partes do corpo em imagens, na época da ditadura, era escandalizar demais. Na capa de Índia, Gal está de tanga vermelha em uma imagem que mostra só do umbigo pra baixo.Como forma de driblar um pouco a proibição do órgão censor, os discos foram comercializados envoltos em um saco plástico azul.

Secos e Molhados, Secos e Molhados (1973)

Criada pelo fotógrafo Antônio Carlos Rodrigues, a capa do disco fez uma crítica agressiva em plena ditadura. O resultado é esse: a banda “oferecendo suas cabeças” para um governo com o qual não concordavam e que os queria mortos. Forte, né?

Verde Que Te Quero Rosa, Cartola (1977)

A capa do álbum icônico na MPB, é repleta de histórias curiosas. O fotógrafo Ivan Klinger teve desafios para fotografar Cartola, e somente na casa dele, com a ajuda de Dona Zica, a esposa de Cartola, a magia aconteceu. A combinação de cores e o café com um cigarro tornaram a capa emblemática, dispensando até mesmo a necessidade de escrever o nome do álbum na imagem.

Eu Não Sou Santo, Bezerra da Silva (1990)

No dia da sessão de fotos para a capa do disco, o fotógrafo Wilton Montenegro teve uma inspiração inusitada após ler sobre um ladrão crucificado no Rio de Janeiro.
 
Bezerra concordou, e a capa o retrata como um Jesus negro crucificado, empunhando armas. Essa imagem icônica gerou diversas interpretações e críticas, além de servir de inspiração para diversos artistas.

Calango, Skank (1994)

A capa do segundo álbum do Skank traz ninguém menos que Lelo Zaneti, baixista da banda. Na imagem, o músico está vestido com uma fantasia totalmente reciclável criada pelo artista plástico Ilson Lorca.Segundo a banda, a figura é um misto de “pacato cidadão com homem calango”, uma alusão às músicas do disco.

Tropicália Ou Panis Et Circenses, Tropicália (1968)

Na icônica capa, os artistas se organizaram em uma espécie de retrato de família, ironizando a “tradicional família brasileira” em plena época da ditadura.Com essa paródia, cada um trouxe uma referência: os Mutantes carregavam guitarras que lembravam sua própria sonoridade moderninha; Tom Zé carregava uma mala nordestina; Gil e Caetano seguravam retratos de quem estava ausente na fotografia.

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