DJAVAN FAZ 74 ANOS: CONHEÇA A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES NOMES DA MÚSICA BRASILEIRA
A primeira música que Djavan ouviu veio de sua mãe, dona Virgínia. Ela era lavadeira e costumava cantar enquanto trabalhava, enquanto o filho ouvia atento.
Aos 11, Djavan passou a frequentar a casa de um amigo da escola, e lá conheceu a música clássica, artistas internacionais e diferentes ritmos brasileiros.
O artista aprendeu a tocar violão sozinho, com as cifras que vinham em revistas.
Aos 18, Djavan formou o grupo LSD (Luz, Som e Dimensão) e tocava em bailes e eventos em Maceió. Foi nessa época que ele começou a compor.
Ele se mudou para o Rio de Janeiro aos 23 anos, e lá conheceu o produtor musical que o levou até a Globo. Durante 3 anos, Djavan trabalhou gravando trilhas de novelas da emissora.
Em 1975, uma de suas composições rendeu o 2º lugar no Festival Abertura. Fato Consumado chamou atenção do público e Djavan conseguiu seu primeiro contrato com uma gravadora.
Foi com a Som Livre que ele gravou seu álbum de estréia, A voz, o Violão, a Música de Djavan, e logo de cara já lançou um dos maiores sucessos de toda a sua carreira: Flor de Lis, que ganhou até uma versão em inglês e levou o nome de Djavan para fora do país.
O disco de estreia chamou muita atenção por ser algo diferente do que se fazia na época, com novas melodias, letras e a quebra de ritmo que é característica do cantor.
Depois disso, Djavan se tornou um nome reconhecido e suas músicas começaram a ser regravadas por vários cantores.
Uma regravação famosa é a versão que Caetano Veloso fez de Sina.
Na música original, Djavan homenageia Caetano no verso “como querer Caetanear o que há de bom” – é claro que a homenagem foi devolvida, e Caetano gravou “como querer Djavanear o que há de bom“.
Djavan recebeu um convite da CBS, futura Sony Music, para gravar em Los Angeles com um dos principais produtores da música soul norte-americana.
Lá ele gravou os discos Luz (1983) e Lilás (1984), com vários de seus maiores sucessos, e fez sua primeira parceria com Stevie Wonder, na música Samurai.
Depois do período nos Estados Unidos, ele só voltou a gravar no Brasil em 1986 e chegou com uma pegada diferente: mantendo sua originalidade, agora ele buscava mais influência das regionalidades brasileiras, nas tradições ciganas e africanas, tanto nas letras quanto nos ritmos. Soweto é uma das músicas marcantes dessa fase.
Também é dessa fase a música Oceano.
Flávia ainda era adolescente quando encontrou uma fita perdida com uma gravação do pai. Ela ouviu, gostou, e Djavan terminou Oceano a pedido da filha. Ele nem imaginava que uma música que havia sido descartada se tornaria um de seus maiores sucessos.
O disco Novena (1994) foi totalmente composto, produzido e arranjado por Djavan com sua própria banda. Os trabalhos dessa fase, na década de 90, tem influências fortes do jazz, soul, blues e funk norte-americano, com estilo mais dançante e animado.
De forma impressionante, o cantor consegue manter em seus trabalhos todas as influências que já foram citadas aqui, desde o blues até os ritmos africanos, sem se esquecer do bom e velho samba.
Em 2004, Djavan fundou a gravadora Luanda Records, onde fez todos seus álbuns futuros.
No mesmo ano, sua música Vidas Pra Contar rendeu o 3º Grammy ao artista.
Em 2015, Djavan foi homenageado pelo Grammy Latino com o Prêmio à Excelência Musical, por toda a sua trajetória de mais de 40 anos de sucesso.