Sob a densa escuridão
Navegava um cruzeiro
Mar aberto, imensidão
Preocupava o marinheiro
Aos poucos as águas se agitaram
A tempestade foi chegar
Os passageiros que por lá estavam
Começaram a rezar
O ambiente que era silencioso
Na mesma hora foi mudar
Um cenário perigoso
Num roteiro de assustar
Pelas águas então se via
Um redemoinho a girar
Gritos de pavor se ouvia
O mundo prestes a acabar
Como palavras de feitiçaria
Que se ouvia no mar
Maldição em poesia
A morte queria rimar
Pelo céu então se notava
Um jato a voar
Nas correntes que quebrava
Desfilando pelo ar
Lá de cima quem estava
O que viu, fez amedrontar
O navio afundava
Naquelas águas a mergulhar
Quando um vento então sur gia
Fazendo o motor parar
O jato alí caía
Nas águas daquele mar
Pelas águas então se via
Um redemoinho a girar
Gritos de pavor se ouvia
O mundo prestes a acabar
Como palavras de feitiçaria
Que se ouvia no mar
Maldição em poesia
A morte queria rimar
Todos gritavam por ajuda
Mas ninguém podia escutar
Pois quem passou pelo triângulo das Bermudas
Nunca mais pôde voltar
Pelas águas então se via
Um redemoinho a girar
Gritos de pavor se ouvia
O mundo prestes a acabar
Como palavras de feitiçaria
Que se escutava vindo do mar
Maldição em poesia
A morte queria rimar