Eu era o cara quieto
Sentado ali
No meu canto
Sem saber ler sinal nenhum
Achando que era só encanto
Ela chegava rindo
Pegava firme na minha mão
Entrelaçava os dedos
E eu travado
Sem reação
Abraço demorado
Meu coração perdido
Ela encostando o rosto
E eu fingindo que era amigo
Até que um dia
Do nada
Ela puxou
Roubou meu beijo
Eu tremendo feito folha
Ela rindo do meu desejo (oi!)
Eu pensava: Sou ingênuo
Mas elas viam outra coisa
No meu jeito meio bobo
Tinha calma
Tinha força
De mão dada ao mundo
Virei homem
Aprendi na pele
Sem calor
Elas me mostraram meu reflexo
Eu descobri meu próprio valor
De mão dada ao mundo
Virei homem
Agora eu entro e mudo o tom
De menino tímido na roda
Pra aquele cara que conduz o som (ah, sim)
Hoje eu chego e abraço forte
Não desvio mais o olhar
Se ela vem puxar conversa
Sei ouvir e provocar
Ela cruza os dedos nos meus
Mas eu que guio a direção
Sem ser frio
Sem ser mole
Equilíbrio entre doce e chão
Não é grito
É postura
Não é jogo
É intenção
Eu aprendi com cada toque
A respeitar meu coração
Eu pensava: Sou ingênuo
E isso era minha prisão
Hoje eu visto minha história
Ela que faz minha atração
De mão dada ao mundo
Virei homem
Aprendi na pele
Sem calor
Elas me mostraram meu reflexo
Eu descobri meu próprio valor
De mão dada ao mundo
Virei homem
Agora eu entro e mudo o tom
De menino tímido na roda
Pra aquele cara que conduz o som
Não foi mágica
Foi tempo
Foi errar
Sorrir
Tentar
Cada beijo meio torto
Me ensinando a melhorar
Ser homem não é gritar mais alto
É saber quem eu já sou
Quem segurou minha mão lá atrás
Nem imagina onde me levou (uau)
De mão dada ao mundo
Virei homem
Aprendi na pele
Sem calor
Elas me mostraram meu reflexo
Eu descobri meu próprio valor
De mão dada ao mundo
Virei homem
Agora eu entro e mudo o tom
De menino tímido na roda
Pra aquele cara que conduz o som