Entmenschlicht
Kälte einer Seele,
Hunger und Wut,
Risse im Bewusstsein,
rasch gärt mein Blut.
Hier im toten Mondlicht
klärt sich die Sicht,
um mich wahren Schwaden,
Menschsein zerbricht.
Nun erwacht aus langem Schlummer
in mir, was ich längst vergaß,
jenes Wesen, das Gestirne
mitleidlos vom Himmel fraß.
Tobsucht zwingt mein Dasein vorwärts,
krachend schnappen Kiefer,
Rot verschmiert mein grimmes Antlitz,
für mich gibt es keine Ruh'.
Kälte meiner Seele,
die mich erblickt,
gottlos und entmenschlicht,
Unheilsrelikt.
Desumanização
Frio de uma alma,
Fome e raiva,
Fissuras na consciência,
Meu sangue ferve e se agita.
Aqui na luz morta da lua
A visão se clareia,
Ao meu redor, verdadeiros véus,
A humanidade se despedaça.
Agora desperta de um longo sono
Dentro de mim, o que eu já esqueci,
Aquela essência que os astros
Sem piedade do céu devorou.
A fúria empurra minha existência pra frente,
Mandíbulas estalam com estrondo,
Vermelho mancha meu rosto sombrio,
Pra mim não há descanso.
Frio da minha alma,
Que me observa,
Sem Deus e desumanizada,
Relíquia do mal.