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Marcha Morte

X Makeena

Marche Mouteuse

Tant pis si l'extériorisation de ses démons passe par la passerelle
de l'exploration partielle des parcelles de la démence.
Tant pis si la passion place la raison sous silence.
Tant pis si le fait de mettre en boîte le mal-être et la rage,
modifie mon visage en celui d'un vampire cloîtré dans les caves.
Tant pis si ce que je porte sur le crâne est un entonnoir de métal quand vient l'orage…
Tant pis si je trace, tant pis si je lâche tout
rien que pour sentir les spasmes de l'écorce planétaire,
m'adonner à l'écoute de la tectonique des plaques.
Tant pis si je craque. Tant pis si je transpire la maladresse.
Tant pis si je stresse. Tant pis si je préfère les astres aux hommes.
Tant pis si je vénère la farce plutôt que le dogme…
Tant pis si je trace !

A poisonous, toxic, pus geyser
bursts up and pours out its nauseating sparkles
into a seemingly pure water,
though oddly tainted with turquoise nuances.
This river meanders along the outskirts of an haunted forest
and a sharp crystal rainstorm is looming up on the horizon
foreshadowed by scarce iridescent glints
of this sullied liquid.
When dropped on the frozen-solid ground
the mineral fragments smash into pieces, like holy fireworks
thrown at us by heavenly creatures.
A stream of echoing sounds emerges from these many collisions
ceaselessly resounding, infinitely spreading.
Chaos reveals its inner beauty to us.
Chaos reveals its subtle splendor to us.

Marcha Morte

Tanto faz se a exteriorização dos meus demônios passa pela passarela
da exploração parcial das parcelas da demência.
Tanto faz se a paixão coloca a razão em silêncio.
Tanto faz se o fato de engarrafar o mal-estar e a raiva,
transforma meu rosto no de um vampiro trancado nas caves.
Tanto faz se o que eu carrego na cabeça é um funil de metal quando vem a tempestade…
Tanto faz se eu traço, tanto faz se eu largo tudo
só pra sentir os espasmos da crosta planetária,
me entregar à escuta da tectônica das placas.
Tanto faz se eu estourar. Tanto faz se eu transpiro a desajeitação.
Tanto faz se eu estresso. Tanto faz se eu prefiro os astros aos homens.
Tanto faz se eu venero a farsa em vez do dogma…
Tanto faz se eu traço!

Um gêiser de pus venenoso e tóxico
explode e derrama suas faíscas nauseantes
em uma água aparentemente pura,
embora estranhamente manchada com nuances turquesa.
Este rio serpenteia ao longo das bordas de uma floresta assombrada
e uma tempestade de cristal afiada se aproxima no horizonte
prenunciada por escassos brilhos iridescentes
desse líquido poluído.
Quando cai no chão congelado
os fragmentos minerais se estilhaçam, como fogos de artifício sagrados
lançados contra nós por criaturas celestiais.
Um fluxo de sons ecoantes emerge dessas muitas colisões
ressoando incessantemente, se espalhando infinitamente.
O caos revela sua beleza interior para nós.
O caos revela seu sutil esplendor para nós.

Composição: