Phobos (Constructing Nightmares)
What is this place? Am I awake?
Or trapped in unrest of perpetual nightmare?
Licked by green and blue stained flames
The flickering of incandescence
Twitching in beat with my swollen eyelids
Violent skies painted black and red
The trodden earth of viscid pitch
Feels hot against my blistered feet
With every step I vitrify the sand
Disjointed barks carried on the callous winds
Like mists of dust that corrode away your senses
Broken on a landscape of angular constructions
Washed in black rain that falls like hail
Eyes, so many blinking eyes
Staring down from the darkness at me
Cries, such spine-chilling cries
Their distorted screams cry out in fear
Why? Why can I not escape?
Why? Why must I exist at all?
Why? Why am I consumed by this nightmare?
Why? Why must I be forever trapped in shadow...
I can feel them scratching
Inside my burning flesh
Crawling silently beneath my broken skin
Forever multiplying...
Erupting in climax from tumescent sores
A multitude of excresent boils
Black blood flows from my every pore
They are unleashed...
That sound, I've heard it somewhere before
Forever echoing inside my pulsating skull
The strident frequency of terror
Dark matter vibrations corrupt my mind
Manifested abhorrence
Repugnance constructed in glistening metal
Cold black steel warping like flesh about a skeleton of thorns
Ejecting caustic bile from its many mouths
And there it sits
Devouring all it sees
As it pulls me into its gaping maw
It's futile to resist
Coiled in its many limbs
It has me and always will...
Fobos (Construindo Pesadelos)
Que lugar é esse? Estou acordado?
Ou preso na agitação de um pesadelo perpétuo?
Lambido por chamas manchadas de verde e azul
O brilho da incandescência
Tremendo no ritmo das minhas pálpebras inchadas
Céus violentos pintados de preto e vermelho
A terra pisoteada de piche viscoso
Sente quente contra meus pés queimados
A cada passo eu vitrifico a areia
Cascos desarticulados levados pelos ventos cruéis
Como névoas de poeira que corroem seus sentidos
Quebrado em uma paisagem de construções angulares
Lavado por uma chuva negra que cai como granizo
Olhos, tantos olhos piscando
Me encarando da escuridão
Gritos, gritos de arrepiar
Seus gritos distorcidos clamam em medo
Por quê? Por que não consigo escapar?
Por quê? Por que devo existir?
Por quê? Por que sou consumido por este pesadelo?
Por quê? Por que devo estar eternamente preso na sombra...
Consigo sentir eles arranhando
Dentro da minha carne ardente
Rastejando silenciosamente sob minha pele quebrada
Multiplicando-se para sempre...
Eruptando em clímax de feridas tumefatas
Uma multidão de bolhas excrescentes
Sangue negro flui de cada poro meu
Eles estão soltos...
Aquele som, já ouvi em algum lugar
Eternamente ecoando dentro do meu crânio pulsante
A frequência estridente do terror
Vibrações de matéria escura corrompem minha mente
Abominação manifestada
Repugnância construída em metal brilhante
Frio aço negro se deformando como carne em torno de um esqueleto de espinhos
Ejetando bile cáustica de suas muitas bocas
E lá está ele
Devorando tudo que vê
Enquanto me puxa para sua boca aberta
É inútil resistir
Enrolado em seus muitos membros
Ele me tem e sempre terá...