Medulio
Na fría noite das nosas vidas
Arde o recordo dos tempos pasados
Tempos gloriosos, tempos escuros
Que as xoves almas non han sembrar
A triste ameaza da escravitude
Asolaga o corazón dos que quedan
As árbores son testemuña da última reunión
O xuramento resoa alto, no ceo
Logo silencio, amarga calma
E os corpos inertes agardan
A néboa cúbrea lodo á ialba
Ollos aterrados buscan o camiño
Tercan o monte paseniñamente
Mais a súa victoria non é tal
Mais a pesar da nosa morte
De derrota en derrota, ata a victoria final
Medulio
Na fria noite das nossas vidas
Arde a lembrança dos tempos passados
Tempos gloriosos, tempos sombrios
Que as jovens almas não vão semear
A triste ameaça da escravidão
Assola o coração dos que ficam
As árvores são testemunhas da última reunião
O juramento ressoa alto, no céu
Depois silêncio, amarga calma
E os corpos inertes aguardam
A névoa cobre lodo ao amanhecer
Olhos aterrados buscam o caminho
Caminham pela montanha devagar
Mas a sua vitória não é bem assim
Mas apesar da nossa morte
De derrota em derrota, até a vitória final