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Os cantos dos bardos

Xerión

Os cantos dos bardos

Na fraga da nosa historia
Escoito as cantigas do recordo
Gravadas na mente dos elexidos
Mergulladas no silencio de cuartos escuros
Sons escritos no ferro co sudor
Daqueles que forxaron o seu propio destino
Sons escritos nas penas coas bágoas
Daqueles que foron levados pola soidade
Sons escritos nas armas co sangue
Daqueles que non lle fuxirón á liberdade
No aire respírase a maxia
Das notas que lembran ós nosos antergos
Na iauga bébese o vago reflexo
Dos mellores e gratos tempos vividos
Na terra descansan aqueles
Que coa súa morte déronnos a vida
No lume arde o infinito desexo
Da miña esperanza

Os cantos dos bardos

Na crônica da nossa história
Escuto as canções da memória
Gravadas na mente dos escolhidos
Mergulhadas no silêncio de quartos escuros
Sons escritos no ferro com o suor
Daqueles que forjaram seu próprio destino
Sons escritos nas penas com as lágrimas
Daqueles que foram levados pela solidão
Sons escritos nas armas com o sangue
Daqueles que não fugiram da liberdade
No ar respira-se a magia
Das notas que lembram nossos antepassados
Na água se bebe o vago reflexo
Dos melhores e gratos tempos vividos
Na terra descansam aqueles
Que com sua morte nos deram a vida
No fogo arde o infinito desejo
Da minha esperança