No Val do Silencio
A través do camiño que nos leva en mutua soedade ollo as cicatrices do tempo gravadas na pedra sen mesura séculos de lendas perdidas no recordo daqueles que rexeitan o meigallo da noite.
Visión de incertos sinos, baixo o influxo do inverno que a feiticeira entao nas notas do inesquecible falar de vellas crenzas que alumean a miña ialma ateigada de atrancos dos que envexan sen acougo.
No verde val descansa a sombra que me aflixe entre ríos de fría iauga que esmorecen na distancia na procura do silencio da dor dos esquecidos guiandos pola lúa que me acolle entre os seus brazos...
No Vale do Silêncio
Através do caminho que nos leva em mútua solidão, vejo as cicatrizes do tempo gravadas na pedra, sem medida, séculos de lendas perdidas na memória daqueles que rejeitam o feitiço da noite.
Visão de sinos incertos, sob a influência do inverno que a feiticeira então traz nas notas do inesquecível falar de velhas crenças que iluminam minha alma cheia de obstáculos, dos que invejam sem descanso.
No verde vale descansa a sombra que me aflige, entre rios de água fria que murcham na distância, na busca do silêncio da dor dos esquecidos, guiados pela lua que me acolhe entre seus braços...