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Nada Que Me Consome

Xerión

Nada Que Me Consume

Las tebras me arrodearon
Unha vez múis
Sentindo o abafo que o odio
Golpeuba contra a miña caluga
Na soedade da indiferencia infinita
Que a inxustiza dos mediocres alenta
Sentín o formiguear nas miñas entrañas
La neboada luz da ialba
Me abatia sen entender nada
Nada que me consume
Nada que me da a vida

Nada Que Me Consome

As trevas me cercaram
Uma vez mais
Sentindo o abafamento que o ódio
Golpeava contra a minha nuca
Na solidão da indiferença infinita
Que a injustiça dos medíocres alimenta
Senti o formigar nas minhas entranhas
A nevoada luz da aurora
Me derrubava sem entender nada
Nada que me consome
Nada que me dá vida

Composição: