Mne prid³tsya otpolzat'/beregis'
Mne pridetsya otpolzat'...
Ot ob®yavlen'ya vojny - na vse chetyre struny,
Ot uzkoloboj vesny - vo vse chetyre steny,
Ot podgorevshej edy - za vse chetyre bedy,
Ot pokoleniya zla v chetyre chernyh chisla.
Nakinut' staryj mundir, protertyj kem-to do dyr...
Mne pridetsya obojtis'...
Bez sinih sumrachnyh ptic, bez raznosherstnyh resnic.
Da perepravit' s utra chto ne slozhilos' vchera,
Ostavit' gryaznyj vagon i prodolzhat' peregon
Po neostyvshej zole na samodel'noj metle.
Raskinut' ruki vo sne, chtob ne zapnut'sya vo t'me...
Mne pridetsya promenyat'...
Ostochertevshij obryad na smertonosnyj snaryad,
Skripuchij stul za stolom na detskij krik za uglom,
Venok iz sputannyh roz na depressivnyj psihoz,
Psihodelicheskij raj na tri zasova v saraj.
Mne vse krichat: "beregis'..."
Vou ter que rastejar...
Vou ter que rastejar...
Por causa da declaração de guerra - em todas as quatro cordas,
Por causa da primavera estreita - em todas as quatro paredes,
Por causa da comida que queimou - por todas as quatro desgraças,
Por causa da geração do mal nos quatro números negros.
Colocar o velho uniforme, esfregado por alguém até ficar rasgado...
Vou ter que me virar...
Sem os pássaros azuis e sombrios, sem os cílios desgrenhados.
E ter que corrigir de manhã o que não deu certo ontem,
Deixar o vagão sujo e continuar a viagem
Pela zona não resfriada em uma vassoura improvisada.
Esticar os braços na neve, pra não me enroscar na escuridão...
Vou ter que trocar...
O ritual que me enjoa por um projétil mortal,
A cadeira rangente na mesa pelo grito de uma criança na esquina,
Uma coroa de rosas emaranhadas por um surto depressivo,
Um paraíso psicodélico com três trancas no galpão.
Todos gritam pra mim: "cuidado..."