Polkorolevstva
YA ostavlyayu eshche polkorolevstva -
Vosem' metrov zemel' tridevyatyh.
Na ostrove vymershih prostorechij -
Kupola iz proshlogodnej solomy.
YA ostavlyayu eshche polkorolevstva,
Kamni s korony, dva vysohshih glaza,
Skol'zkij hvostik korabel'noj krysy,
Pyatuyu lapku brodyachej dvornyazhki.
YA ostavlyayu eshche polkorolevstva,
Vesna za legkomyslie menya nakazhet.
YA vernus', chtob postuchat' v vorota,
Protyanut' ruku za snegom zimoj.
YA ostavlyayu eshche polkorolevstva.
Bez boya, bez voya, bez groma, bez strema.
Klyuchi ot laboratorii na vahte.
YA ubirayus'. Rassvet
V zatylok mne dyshit rassvet,
Pozhimaet plechami,
Mne v poyas rassvet mashet rukoj.
YA ostavlyayu eshche polkorolevstva...
Polkorolevstva
Eu deixo ainda um pouco de polkorolevstva -
Oito metros de terras trinta e nove.
Na ilha de extintas esperanças -
Cúpulas de palha do ano passado.
Eu deixo ainda um pouco de polkorolevstva,
Pedras da coroa, dois olhos altos,
Um rabinho escorregadio de rato de navio,
A quinta pata de um vira-lata vagabundo.
Eu deixo ainda um pouco de polkorolevstva,
A primavera vai me punir pela leveza.
Eu vou voltar, pra bater na porta,
Estender a mão na neve do inverno.
Eu deixo ainda um pouco de polkorolevstva.
Sem luta, sem grito, sem trovão, sem pressa.
As chaves do laboratório na vigia.
Eu tô indo. O amanhecer
Respira em minha nuca,
Aperta meus ombros,
O amanhecer me acena com a mão na cintura.
Eu deixo ainda um pouco de polkorolevstva...