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Razão Especial

Yanka Dyagileva

Osobyj rezon

Po perekoshennym rtam, prodravshim veki krotam,
Vidna oshibka rostka.
Po blizorukim glazam, ne verya glupym slezam,
Polzet konvejer peska.
Poka ne vspomnit ruka, drozhit kastet u viska,
Zovet kosaya doska.
YA u dvernogo glazka, pod kablukom potolka.
U vhoda bylo yajco ili krutoe slovco.
YA obrashchayu lico.
Koshmarom dernulsya son. Novorozhdennyj mason
Poet so mnoj v unison.
Krylatyj veter vdali verhushki skal opalil,
A zdes' laskaet gazon.
Na to osobyj rezon.

Na to osobyj otdel,
Na to osobyj rezhim,
Na to osobyj rezon.

Pronikshij v shcheli konvoj zakleit okna travoj,
Nas povedut na uboj.
Perekrestitsya geroj, shagnet razdvinutyj stroj,
Vpered, za Rodinu v boj!
I sginut zlye vragi, kto ne nadel sapogi,
Kto ne prostilsya s soboj,
Kto ne pokonchil s soboj,
Vseh povedut na uboj.

Na to osobyj otdel,
Na to osobyj rezhim,
Na to osobyj rezon.

Razão Especial

Por entre os lábios cortados, que atravessaram séculos de tolos,
Vê-se o erro do crescimento.
Por entre os olhos míopes, não acreditando nas lágrimas bobas,
Um fluxo de areia na esteira.
Enquanto a mão não lembrar, o soco treme na têmpora,
Chama a tábua torta.
Estou na fresta da porta, sob o salto do teto.
Na entrada havia um ovo ou uma palavra dura.
Estou virando o rosto.
Um pesadelo puxou o sono. Um recém-nascido maçom
Canta comigo em uníssono.
O vento alado ao longe queimou os picos das rochas,
E aqui acaricia o gramado.
Para isso, uma razão especial.

Para isso, um departamento especial,
Para isso, um regime especial,
Para isso, uma razão especial.

Penetrando na fenda, o comboio selará as janelas com grama,
Nos levarão para o abate.
O herói se cruzará, puxando a formação dispersa,
Avante, pela Pátria em combate!
E os inimigos malignos morrerão, quem não calçou as botas,
Quem não se reconciliou consigo mesmo,
Quem não pôs fim a si mesmo,
Todos serão levados para o abate.

Para isso, um departamento especial,
Para isso, um regime especial,
Para isso, uma razão especial.