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Noite de Chanayah

Yardena Arazi

Leil Chanayah

Leil chanayah, bekol dvarim, bis'chok, begedef
behamulat melachot hu kam, hineh hino
k'mo pnei ir niv'net
panav shel s'deh haketel
behitpares hamachaneh asher dino
lihyot shofech dam ha'adam umagino.

Leil chanayah, leil zemer, leil sh'chakim raku'a
leil rov m'lachot chof'zot, leil ed min had'vadim
leil shemosech et kishufah shel re'ut ru'ach
bevinyanah shel mam'lachah, leil nedudim
nitzav parus al hayachid vehag'dudim.

Mitoch ashmoret rishonah, bein chof vagev'a
hayah nish'kaf pit'om mar'eh hamilchamah
k'mo havai tzo'en, chavui yated vachevel
bo cherutam shel masa'ot vecherumam
bo hakelim vehachukot be'eirumam.

Leil chanayah, leil zemer...

Bo melitzat sismot hazman, asher lo parak
shirah tz'rufah ben ya'asok, chalilah lo
verak hazemer hanafutz, she'lo davar erech
ve'lo shayechet chemdah hu, yish'an bemilu
tzavachat tziv'av hacharifim al chalilo.

Al ahavah hu medaber (bah hu pote'ach)
ve'al chovah vek'rav ve'ol, hakol bechol
ein hu omer et zot bechol dakuyoteiha
shel hashirah, aval omer bekol gadol
bli morcha lev uvli chashash mipnei hazol.

Leil chanayah, leil zemer...

Et milchamah gam tzelem hadvarim ha'eleh
hayah tzalmah lekol zimrat pizmon to'ah
od yim'shechu hamah k'mo nimah michelek
nafsho shel dor, gam besadeh zro'ah
liz'kor, lo rak lera, yemei ra'ah.

Gam zeh neshalev bamilchamah kol zeh gam yachad
k'mo avachat aviv nim'sach
be'am mileil umish'charim.
Kol zeh mitel umig'dot nachal yihyeh
oleh biye'af vesham nikta bilel
shel ish zonek ve'ish yoreh ve'ish nofel,
shel ish zonek ve'ish yoreh ve'ish nofel...

Noite de Chanayah

Noite de Chanayah, em tudo, com risadas, em roupas
na luta, o sal se levanta, olha, aqui está ele
como o rosto de uma cidade construída
sua face é do campo do corte
na dispersão do acampamento que decidiu
ser um derramador de sangue humano e um guardião.

Noite de Chanayah, noite de canção, noite de risadas suaves
noite de muitas tarefas desejadas, noite de um tipo de coisas
noite que envolve a magia da amizade
na construção de um reino, noite de movimentos
um pássaro se ergue sobre o solitário e os grupos.

No meio da primeira guarda, entre o frio e a altura
de repente, apareceu a visão da guerra
como se fosse um rebanho, amarrado por cordas
ali a liberdade das jornadas e suas amarras
ali os utensílios e as leis em sua nudez.

Noite de Chanayah, noite de canção...

Ali, a mensagem dos tempos, que não se despedaçou
uma canção composta entre as ocupações, que não seja
apenas a canção espalhada, que não vale nada
e não se relaciona com o desejo, ele se entrega em plenitude
gritando ordens afiadas em seu lamento.

Sobre o amor ele fala (nela ele se abre)
e sobre a obrigação e a luta, tudo em tudo
ele não diz isso em todas as suas sutilezas
da canção, mas fala em voz alta
sem se preocupar com o coração e sem medo do desprezo.

Noite de Chanayah, noite de canção...

A guerra também é a sombra dessas coisas
era uma sombra para toda melodia de um hino perdido
ainda puxarão a luz como uma onda de um pedaço
da alma de uma geração, também no campo do braço
para lembrar, não apenas para ver, dias de maldade.

Isso também se entrelaça na guerra, tudo isso juntos
como uma folha de outono se despedaça
na palavra da noite e dos libertos.
Tudo isso se mistura e das margens do rio será
subindo no desespero e lá será escrito à noite
de um homem que se entrega e um homem que atira e um homem que cai,
de um homem que se entrega e um homem que atira e um homem que cai...