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Última Parada

Yýlmaz Erdoðan

Son Durak

kilitlenmiþ beton kanatlarý kuþlarýn
oksit gibi yakýþkan bir mayýþmayla aðarmýþ gün
pas tutan kelimeler için bir iksir belki de
ya da aklýna susamýþ sevgililerin safdilliði
acýtmýþ ömrünü çekirgelerin

medyatik soruþturmalardaki enflasyonist yargýlar
haber deðeri taþýmýyor haber spikerinin ölümü
herkes kendi manþetinde satýr arasý
hiçbir bakýþý aydýnlatmýyor florasan buðusu

burasý son durak inecekler için son fýrsat
bir daha ne süper ne mega kupon verilecek
kalanlar þoförün evini göremeyecekler hiçbir zaman
onlarý sonsuza götürecek, afaroz edilmiþ bir merak
burasý son durak

hafýzada kalan tek numara için
telefona uzanýr elleri
ölümüne randevulu insanlarýn
temize çekilemez not defterleri

Última Parada

as asas de concreto trancadas dos pássaros
um dia que desbotou como cola de oxigênio
um elixir talvez para palavras enferrujadas
ou a ingenuidade dos amantes que só pensam em saciar a sede
a vida dos gafanhotos que já doeu

os julgamentos inflacionários nas investigações midiáticas
não têm valor, a morte do apresentador de notícias
cada um em sua própria manchete, entrelinhas
nenhum olhar ilumina essa névoa fluorescente

aqui é a última parada, a última chance para descer
nunca mais haverá cupons super ou mega
os que ficam nunca verão a casa do motorista
uma curiosidade excomungada que os levará para sempre
aqui é a última parada

para o único número que ficou na memória
as mãos se estendem para o telefone
cadernos de anotações de pessoas com encontros marcados para a morte
não podem ser limpos.

Composição: