Veridict Untrue
Shadows twist beneath the flickering light
Accusations etched like scars in stone
A world convulses, cold and overgrown
I wander lost within this endless night
Chains of rumor wind around my mind
Fractured truths collapse where lies reside
The law convicts, though innocence abides
Time corrodes, yet memory won’t unwind
I never spoke the crime they claim
Yet whispers bind me with their flame
The river bends, it knows my name
One day it’ll carve away the shame
Faces blur, their verdicts like decay
Labyrinthine courts of twisted reason
Hope flickers dimly, stolen by the season
I bear the weight of night and endless day
Silence claws at walls of fragile bone
Words unspoken echo through the void
Every breath they take has been destroyed
Yet in this storm, my soul survives alone
I never spoke the crime they claim
Yet whispers bind me with their flame
The river bends, it knows my name
One day it’ll carve away the shame
Veredicto Falso
As sombras se contorcem sob a luz bruxuleante
Acusações gravadas como cicatrizes na pedra
Um mundo convulsiona, frio e tomado pela vegetação
Eu vagueio perdido nesta noite sem fim
Correntes de rumores se entrelaçam em minha mente
Verdades fragmentadas desmoronam onde residem as mentiras
A lei condena, embora a inocência permaneça
O tempo corrói, mas a memória não se desfaz
Eu nunca mencionei o crime que eles alegam cometer
Mas sussurros me prendem com sua chama
O rio faz uma curva, ele conhece meu nome
Um dia isso vai dissipar a vergonha
Os rostos se tornam indistintos, seus veredictos como decomposição
Tribunais labirínticos de razão distorcida
A esperança cintila fracamente, roubada pela estação
Eu carrego o peso da noite e do dia sem fim
O silêncio arranha paredes de ossos frágeis
Palavras não ditas ecoam pelo vazio
Cada respiração que eles dão foi destruída
Contudo, nesta tempestade, minha alma sobrevive sozinha
Eu nunca mencionei o crime que eles alegam cometer
Mas sussurros me prendem com sua chama
O rio faz uma curva, ele conhece meu nome
Um dia isso vai dissipar a vergonha
Composição: Cezar Marques da Silva