Las Tres Cosas de La Vida
Poder, angustia y torta fritas; putas, reviente y soledad
mierda, dinero y tosecita; fama, poronga y cha cha cha.
Suerte, trabajo y trasplantado; genio, cagón y tartamudo
esposa, casita y aburrido; descartable, bonito y pelotudo.
Tenés que elegir, mi amor, todo no se puede tener, si te cogen no te pagan, si te pagan ya sos puta, si sos puta te difaman y enseguida te disfrutan, y te ponen como ejemplo cuando hablan de chupadas, cuando alguno dice gato o cuando hablan de ponerlo.
Elegante, pijudo y descosido; sodero, familiero y cagador
exitoso, culo roto y buen amigo; maloliente, independiente y vividor.
Inmortal, impotente y pesimista; traga sable, pinchado y ganador
rengo, inteligente y peronista; maricotas, discreto y rock and rol.
Tenés que elegir, mi amor todo no se puede tener, si no te clavás un vino o no te fumás un chino, no estás ni desinhibido, ni gracioso, ni encendido, si embargo al otro día te cagaste la barriga, la cabeza y la comida te hace vomitar la vida.
Madrugador, poderoso y vende patria; verga floja, musculito y celular
manda parte, pedante y oligarca; pelo largo, ropa linda, y siempre mal.
Pelado, choto y papa frita; ansioso, merquero y pijaflor
uruguayo, verdulero y mentalista; divertido, pervertido y bufarrón.
Tenés que elegir, mi amor, todo no se puede tener, si tenés una muñeca que te besa y te cocina, olvidate de otras tetas, de otros culos, de otras minas, de tus planes de soltero que en verdad nunca ocurrieron, aunque vivas prisionero de creerte la mentira.
Alcohólico, simpático y gerente; cabezón, conocido y mal cogido
pegador, analfabeto y buena suerte; estudioso, coge nunca y mal nacido.
Patotero, rompe huevo y linda novia; rellenito, intelectual y marcapaso
religioso, poderoso y claustrofobia; pobre tipo, muy feliz, y sin un brazo.
Tenés que elegir, mi amor, todo no se puede tener, si te gusta la fiestita, te hace falta algo de guita, se consigue laburando, ya te veo madrugando, bostezando doce y media, y las trolas ni llegaron, te vas a dormir temprano, te pajeás, te bañás y mañana te contamos.
Boludón, sabelotodo y fan de Varsky; reventado, interesante y secretito
desprendido, millonario y súper nazi; bien cañero, dominado, y bañadito.
Voluntarioso, sin talento y convencido; coge reinas, chupa pija y linda letra
desdichado, con salud y buenos vinos; gordo puto, premio Nóbel y con tetas.
Tenés que elegir, mi amor, todo no se puede tener, si te perfilás de artista y soñás con la vitrola estudiá algo por las dudas que la vocación se joda, que está lleno de boludas recibidas de señoras, con el título en la concha refregándote las bolas.
As Três Coisas da Vida
Poder, angústia e pastel fritos; putas, bagunça e solidão
merda, grana e tossinha; fama, rola e cha cha cha.
Sorte, trabalho e transplantado; gênio, cagão e gaguejante
esposa, casinha e entediado; descartável, bonito e idiota.
Você tem que escolher, meu amor, não dá pra ter tudo, se te pegam não te pagam, se te pagam já é puta, se é puta te difamam e logo te aproveitam, e te usam como exemplo quando falam de chupadas, quando alguém diz gato ou quando falam de dar.
Elegante, garanhão e descosido; vendedor, família e enrolador
bem-sucedido, bunda quebrada e bom amigo; fedido, independente e vividor.
Imortal, impotente e pessimista; engole espada, furado e vencedor
manco, inteligente e peronista; viado, discreto e rock and roll.
Você tem que escolher, meu amor, não dá pra ter tudo, se não toma um vinho ou não fuma um baseado, não tá nem desinibido, nem engraçado, nem aceso, mas no dia seguinte você se cagou na barriga, a cabeça e a comida te faz vomitar a vida.
Acordador, poderoso e traidor da pátria; rola mole, musculoso e celular
manda parte, pedante e oligarca; cabelo longo, roupa bonita, e sempre mal.
Careca, sem graça e batata frita; ansioso, merqueiro e garanhão
uruguaio, verdureiro e mentalista; divertido, pervertido e safado.
Você tem que escolher, meu amor, não dá pra ter tudo, se tem uma boneca que te beija e cozinha, esquece de outros peitos, de outras bundas, de outras minas, dos seus planos de solteiro que na verdade nunca aconteceram, mesmo que viva prisioneiro de acreditar na mentira.
Alcoólatra, simpático e gerente; cabeçudo, conhecido e mal pegado
pegador, analfabeto e boa sorte; estudioso, nunca pega e mal nascido.
Briguento, enche o saco e namorada linda; gordinho, intelectual e marcapasso
religioso, poderoso e claustrofóbico; pobre coitado, muito feliz, e sem um braço.
Você tem que escolher, meu amor, não dá pra ter tudo, se gosta da festinha, precisa de uma grana, se consegue trabalhando, já te vejo acordando cedo, bocejando meio-dia, e as garotas nem chegaram, você vai dormir cedo, se masturba, se banha e amanhã a gente conta.
Otário, sabe-tudo e fã do Varsky; estourado, interessante e segredinho
desprendido, milionário e super nazista; bem caído, dominado, e limpinho.
Voluntarioso, sem talento e convencido; pega rainhas, chupa rola e letra bonita
desgraçado, com saúde e bons vinhos; gordo viado, prêmio Nobel e com tetas.
Você tem que escolher, meu amor, não dá pra ter tudo, se se apresenta como artista e sonha com a vitrola estude algo por via das dúvidas que a vocação se foda, que tá cheio de idiotas formadas de senhoras, com o diploma na concha esfregando na sua cara.