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Vertigens

ZARKO

A Direção do mar eu tô a voar sem ver o chão
Tira-me a saudade, eu quero tirar-te a solidão
Oh, leva me para longe desta tua cidade
Levitar e pôr em causa a gravidade
A caminho da ilha que de mim não sai, de mim não sai

Posa me no chão e mete me aos teus pés
Levo o para-quedas para saber quem és
Que o nosso amor anda-me a dar vertigem

E eu já sei amar, a tua forma de ser
O teu jeito de pensar, sem pensar porque
Agarra-me a mão, assenta os teus pés
E dá-me a força para enfrentar mares

Já dei a volta à tua mente, já me perdi por lá
Pelos caminhos tão tangentes, e perpendiculares
Pensei que tu me ias amparar e nem sei
Se agora vou aterrar
Eu tentei olhar para baixo
Mas de cá de cima é tão difícil

Posa me no chão e mete me aos teus pés
Levo o para-quedas para saber quem és
Que o nosso amor anda-me a dar vertigem

E eu já sei amar, a tua forma de ser
O teu jeito de pensar, sem pensar porque
Agarra-me a mão, assenta os teus pés
E dá-me a força para enfrentar mares

A Beira do Abismo eu caio
Chego em queda livre à tua mão
Eu não sei é vício ou prática
Mas eu nunca aprendo a lição
À beira do abismo eu caio
Chego em queda livre à tua mão
Eu sei, já sei

Já sei amar, a tua forma de ser
O teu jeito de pensar, sem pensar porquê
Agarra-me a mão assente aos teus pés
E dá-me a força para enfrentar marés

Composição: Filipe Survival, Zarko, Azart, Francisco do Ó