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Criança Morta

Zülfü Livaneli

Kiz Cocugu

Kapýlarý çalan benim
Kapýlarý birer birer
Gözünüze görünemem
Göze görünmez ölüler
Hiroþima'da öleli
Oluyor bir on yýl kadar
Yedi yaþýnda bir kýzým
Büyümez ölü çocuklar
Saçlarým tutuþtu önce
Gözlerim yandý kavruldu
Bir avuç kül oluverdim
Külüm havaya savruldu
Çalýyorum kapýnýzý
Teyze, amca, bir imza ver
Çocuklar öldürülmesin
Þeker de yiyebilsinler

Criança Morta

Eu sou quem bate à sua porta
Batendo uma a uma
Não consigo aparecer
Mortos não se mostram aos olhos
Faz dez anos que morri
Desde Hiroshima, mais ou menos
Eu tinha sete anos, uma garotinha
Crianças mortas não crescem
Meu cabelo pegou fogo primeiro
Meus olhos queimaram, se consumiram
Me tornei um punhado de cinzas
Minhas cinzas se espalharam pelo ar
Estou batendo na sua porta
Tia, tio, me dá uma assinatura
Para que as crianças não sejam mortas
Para que possam comer doces

Composição: Zülfü Livaneli