Príliš Moje
Svet má vraj bezprostredných ...
myslím na to aj keï premýš¾am, že
je to príliš moje chápa inak
¾udské hodnoty ...
Už viem, že slepci nechcú aby
dojímali, najkrajšie veci píšu
básnici, hlavne tí nemí ...
vidie im na ústach len slovíèko
a tisíc rokov, povedz mi preèo
mrú tí, ktorým múza nedá pokoj?
A ja sa vidím ako èakám kým
odíde posledý hos a strašný pochod
státisícov už na druhý svet ...
Nieèo tu chýba, neviem to definova
to, èo som mala rada bude asi
treba znovu vymyslie ...
Veci príliš moje mám pre tých,
s ktorými nemám strach!
Je príliš moje, že som z tých,
ktorí sa neuèia bá!
Veci príliš moje mám pre tých,
ktorých mi nevezmú!
Už mám ten pocit, že viem èo
nechcem, zvyknem h¾ada veci tak,
aby som ich už nikdy nikde nenašla ...
Stúpam si do svedomia a všetko
èo mi predtým tåkli do hlavy akosi
neskôr prišlo samo ...
neèítam knihy, ktoré mi dal niekto
blízky, už viem že sa tu dá ži, ako,
to si ešte zistím ...
A ja sa vidím ako èakám kým
odíde posledný hos a strašný pochod
státisícov už na druhý svet ...
Nieèo tu chýba, neviem to definova
to, èo som mala rada bude asi
treba znovu vymyslie ...
Veci príliš moje mám pre tých,
s ktorými nemám strach!
Je príliš moje, že som z tých,
ktorí sa neuèia bá!
Veci príliš moje mám pre tých,
ktorých mi nevezmú!
Demais Meu
O mundo tem, dizem, um jeito direto ...
Eu penso nisso mesmo quando reflito que
é algo que é demais meu, entender de outra forma
valores humanos ...
Já sei que os cegos não querem que
se emocionem, as coisas mais lindas são escritas
por poetas, principalmente os mudos ...
você vê só uma palavra em seus lábios
e mil anos, me diga por que
morrem aqueles a quem a musa não dá sossego?
E eu me vejo esperando até que
saia o último convidado e a terrível marcha
de centenas de milhares já para o outro mundo ...
Falta algo aqui, não sei como definir
o que eu amava, talvez seja
preciso reinventar ...
Coisas que são demais minhas eu tenho para aqueles,
com quem não tenho medo!
É demais meu, que eu sou de quem,
que não aprende a ter medo!
Coisas que são demais minhas eu tenho para aqueles,
que não vão me tirar!
Já sinto que sei o que não quero,
costumo procurar as coisas de um jeito
que nunca mais as encontre em lugar nenhum ...
Eu subo na minha consciência e tudo
que antes me disseram na cabeça de algum modo
veio depois por conta própria ...
não leio livros que alguém próximo me deu,
já sei que dá pra viver aqui, como,
isso ainda vou descobrir ...
E eu me vejo esperando até que
saia o último convidado e a terrível marcha
de centenas de milhares já para o outro mundo ...
Falta algo aqui, não sei como definir
o que eu amava, talvez seja
preciso reinventar ...
Coisas que são demais minhas eu tenho para aqueles,
com quem não tenho medo!
É demais meu, que eu sou de quem,
que não aprende a ter medo!
Coisas que são demais minhas eu tenho para aqueles,
que não vão me tirar!
Composição: Zuzana Smatanova