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Ballet da Mariposa Negra (Seu Holograma Dói)

0GhostMachine

Black Moth Ballet (Your Hologram Hurts)

Your love was a dead butterfly pinned to my ribs
Wings still fluttering with old electricity
I wore your silence like a wire crown
Now my throat's a haunted radio

I bled glitter in your lobby
You taped my pulse to a metronome–
I was your favorite elegy
But you deleted the ending

Black moth ballet in my chest
Your shadow waltzes with the streetlight
I press my lips to your hologram
It burns like vodka and battery acid
Call me when the clocks melt
I'll still be yours in static

We smoked in the graveyard of old cellphones
Your laugh was a screen door slamming shut
You kissed me with lips like blurred barcodes
Now I scan the dark for your ghost

The city's a crucifix of lonely lights
I touch myself just to feel like someone–
You wanted a poem written in bullet's
But I'm just ink and bruises

Maybe next lifetime
I'll be more than background noise–
But tonight the sky's a black screen
And I rewind our fake goodbye

Ballet da Mariposa Negra (Seu Holograma Dói)

Seu amor era uma borboleta morta pregada nas minhas costelas
As asas ainda tremulando com uma eletricidade antiga
Eu usava seu silêncio como uma coroa de fios
Agora minha garganta é uma rádio assombrada

Eu sangrei glitter no seu saguão
Você colou meu pulso a um metrônomo
Eu era sua elegia favorita
Mas você deletou o final

Ballet da mariposa negra no meu peito
Sua sombra dança com o poste de luz
Eu pressiono meus lábios no seu holograma
Queima como vodka e ácido de bateria
Me chama quando os relógios derreterem
Ainda serei seu na estática

Nós fumamos no cemitério de antigos celulares
Sua risada era uma porta de tela se fechando
Você me beijou com lábios como códigos de barras borrados
Agora eu procuro no escuro pelo seu fantasma

A cidade é um crucifixo de luzes solitárias
Eu me toco só pra sentir que sou alguém
Você queria um poema escrito em balas
Mas eu sou só tinta e hematomas

Talvez na próxima vida
Eu seja mais do que um ruído de fundo
Mas hoje à noite o céu é uma tela preta
E eu rebobino nossa despedida falsa