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O Guia do Marginal

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Le Guide Du Loubard

{au Refrain, x2}
C'est le guide du loulou, bar, by night, dans tous les coups foireux et dans toutes les arnaques.
J'suis un putain d'clando, j'arrive de Vitry en cargo.
Dans le rap, j'veux 80% du marché comme Pablo.

Je m'appelle Rim-K alias Dédé, dans le quartier tout le monde me connaît.
J'connais les rues comme si j'les avais faites, j'suis la cerise sur le ghetto.
J'traîne toujours dans l'même bar avec les mêmes roulures, les mêmes loubards.
Depuis que j'ai la télé en couleur, en embrouille avec mon rasoir, depuis l'époque Beloumi et Madjar.
Je vis, ça me suffit, y a peu de choses que je savoure
Mon autoradio volé, toujours une cassette de Renaud ou d'Aznavour.
Conduite nocturne en état d'ivresse en 16S.
Un contrôle de police et j'fais péter l'alcotest
Je refuse jamais une bagarre à mains nues ou au tourne-vis.
Connu des mioches ou des vigiles de Leclerc, fils.
J'raconte aux filles pleins de conneries.
J'mange aux crêpes en pastiche, eh l'aziz, d'vant les pompes à essence de nuit
Et gros, je me barre, j'enfile un jeans, après avoir passer une heure au chiotte avec un magazine.

{au Refrain, x2}

Toujours contre l'mur j'murmure, toujours un peu crasseux sur les bords
J'crache, j'ro-te, j'me censure.
Tord boyaux et pollen, quand je suis sage, Minute Maid.
Je traîne qu'avec des Mamadou et des Mohamed
J'suis bousillé comme mon interphone, tu m'as bien vu, tard le soir dans la rue
J'suis pris au sérieux par Interpole.
C'est l'guide du loubard, c'est pas le titre d'un film tout pourri de banlieue
Tu ressens bien le béton à cent lieux.
C'est Rim-K alias Dédé tout le quartier me connaît, je connais les rues comme ma poche.
Quand y a du grabuge, j'mes la capuche, l'écharpe pour les manifs
Grand dieu, rend grâce au taxi baskets et aux petits week-ends avec les sounds de quartiers
Dans les petites provinces où on barbait tout.
Ça rime pas, j'm'en fous, c'est mon morceau j'fais ce que je veux, qui veut test le loubard ?
J'suis dans tous les petits boulots, le préféré des petites vieilles
Le mécano, toujours les mains dans les calots.
Quand je m'ennuie, un jour j'étais en garde-à-vue, pourquoi ?
J'sais plus, en tout cas personne n'a dormi.
Un clando, roi du poker, de la Playstation et de la 103 SP, j'marche bancal et j'parle sans respect.
J'aime bien les films de Bruce Lee, j'ai testé la prise sur un mec, j'lui ai pété la mâchoire.
Deux mois de purée Mousline.
Ecris à la baraque en chaus-sons.
Alors, hein ! Elle vous plait ma chanson.

{au Refrain, x2}

O Guia do Marginal

{refrão, x2}
É o guia do loulou, bar, de noite, em todos os golpes furados e em todas as trapaças.
Sou um puto de clandestino, cheguei de Vitry de cargueiro.
No rap, quero 80% do mercado como o Pablo.

Me chamo Rim-K, também conhecido como Dédé, no bairro todo mundo me conhece.
Conheço as ruas como se as tivesse feito, sou a cereja do ghetto.
Sempre fico no mesmo bar com as mesmas garotas, os mesmos marginais.
Desde que tenho TV colorida, em confusão com meu barbeador, desde a época do Beloumi e do Madjar.
Vivo, isso me basta, há poucas coisas que eu saboreio.
Meu rádio de carro roubado, sempre uma fita do Renaud ou do Aznavour.
Dirigindo à noite embriagado em 16S.
Uma blitz da polícia e eu faço o bafômetro estourar.
Nunca recuso uma briga a socos ou com chave de fenda.
Conhecido pelas crianças ou pelos seguranças do Leclerc, filho.
Conto várias besteiras para as garotas.
Como crepes de forma improvisada, eh aziz, na frente dos postos de gasolina à noite.
E, mano, eu me vazo, coloco uma calça jeans, depois de passar uma hora no banheiro com uma revista.

{refrão, x2}

Sempre contra a parede eu murmuro, sempre um pouco sujo nas bordas.
Eu cuspo, eu me roto, eu me censuro.
Torresmo e pólen, quando estou comportado, Minute Maid.
Só ando com os Mamadou e os Mohamed.
Estou quebrado como meu interfone, você me viu bem, tarde da noite na rua.
Sou levado a sério pela Interpol.
É o guia do marginal, não é o título de um filme qualquer de subúrbio.
Você sente bem o concreto a cem léguas.
É Rim-K, também conhecido como Dédé, todo o bairro me conhece, conheço as ruas como a palma da minha mão.
Quando rola confusão, eu coloco o capuz, o cachecol para as manifestações.
Meu Deus, agradeça aos taxis de tênis e aos pequenos finais de semana com os sons dos bairros.
Nas pequenas províncias onde a gente se entediava.
Não rima, eu não ligo, é minha música, faço o que eu quero, quem quer testar o marginal?
Estou em todos os bicos, o preferido das velhinhas.
O mecânico, sempre com as mãos na graxa.
Quando estou entediado, um dia eu estava na cela, por quê?
Não sei mais, de qualquer forma, ninguém dormiu.
Um clandestino, rei do poker, do Playstation e da 103 SP, ando mancando e falo sem respeito.
Gosto dos filmes do Bruce Lee, testei um golpe em um cara, quebrei a mandíbula dele.
Dois meses de purê Mousline.
Escreva na casa em pantufas.
Então, hein! Você gostou da minha canção.

{refrão, x2}