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Sem Vontade

1917 (Argentina)

Sin Voluntad

A los pies de fortunas tan casuales
Como efimera es la paz que estas le brindan,
Suele echarse, por miedo convencida,
La criatura de sueños inmortales.

Tal atrofia amortaja su intuicion,
Tan estupida es que ya le dan los mismo
Una mansa promesa mesianica
Que las brutas razones tiranicas.
Tan estupida es que ya le dan los mismo.

Desnuda de coherencia alterna nobleza con cinismo,
Y lava su conciencia en el manantial del escapismo.

Y poco deja a quien tenga que elegir
Entre pasos de acieerto y desatino,
Tanta sangre derrama en su camino
Que se borran las huellas a seguir.

Tal atrofia amortaja su intuicion,
Tan estupida es que ya le dan los mismo
Una mansa promesa misanica
Que las brutas razones tranicas.
Tan estupida es que ya le dan los mismo.

Sem Vontade

Aos pés de fortunas tão casuais
Como efêmera é a paz que elas trazem,
Costuma se jogar, por medo convencida,
A criatura de sonhos imortais.

Tal atrofia envolve sua intuição,
Tão estúpida que já não faz diferença
Uma mansa promessa messiânica
Que as brutas razões tirânicas.
Tão estúpida que já não faz diferença.

Desnuda de coerência, alterna nobreza com cinismo,
E lava sua consciência na fonte do escapismo.

E pouco deixa a quem precisa escolher
Entre passos de acerto e desatino,
Tanta sangue derrama em seu caminho
Que apaga as pegadas a seguir.

Tal atrofia envolve sua intuição,
Tão estúpida que já não faz diferença
Uma mansa promessa messiânica
Que as brutas razões tirânicas.
Tão estúpida que já não faz diferença.

Composição: