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Simples Desgostos

1984HXC

Simple D'égout (1)

Libère moi de tout ce qui m'oppresse
Libère moi de tout ce qui m'aliène
Ce qui m'oblige à me mentir
Quand chaque jour de ma vie consiste à me convaincre
Du bien-fondé de la voie que j'emprunte
Ma foi me quitte
Juste envie de vous montrer le plus immonde de vous
Simplement incarner vos propres pourritures
La rouille qui ronge vos essieux
Paraître plus bas que terre et projeter sur moi vos meurtrissures
Et vous dire en vous regardant au-delà des fenêtres
Vous vous croyez libres mais ces certitudes scellent vos chaînes
Encore une nuit d'angoisse ou la transfiguration s'opère
Déversement poignant de trips avariés
Emancipation d'un silence tenace
Vogue pantin sur ce fleuve fumant et ne craint plus la mort
La vérité sur les armées des ténèbres jaillira à l'époque des pages mortes
Lorsque tomberont les derniers arbres centenaires sous l'effet du gel et des verres
Nous n'aurons plus qu'à nous défénestrer
Entre père nourricier et mère phalus tu dérives à présent dans les tréfonds de cet oubli
Transgression mystique mélanges illicites
Masochiste ou Misanthrope
Subversif mais dérisoire
Tu penses enfin comprendre à travers ce prisme laiteux
Ce corps demi feu qui s'agite au loin triste revenant
Juste envi de vous montrer le plus immonde de vous
Simplement incarner vos propres pourritures
La rouille qui ronge vos essieux
Peut-être qu'en vous montrant vos âmes telles qu'elles sont vraiment
Creuses diaphanes j'obtiendrais le seul remède à ma rage
Manipuler un esprit, pulvériser les obstacles sur ma route
Jouer avec la vie, la tenir entre mes mains
Pouvoir la prendre en écrasant l'être qui la contient

Simples Desgostos

Libere-me de tudo que me oprime
Libere-me de tudo que me aliena
O que me obriga a mentir pra mim mesmo
Quando cada dia da minha vida é convencer
Do porquê do caminho que escolhi
Minha fé me abandona
Só quero mostrar o mais imundo de vocês
Simplesmente encarnar suas próprias podridões
A ferrugem que corrói seus eixos
Parecer mais baixo que a terra e projetar em mim suas feridas
E dizer a vocês olhando além das janelas
Vocês se acham livres, mas essas certezas selam suas correntes
Mais uma noite de angústia onde a transfiguração acontece
Derramamento pungente de trips estragados
Emancipação de um silêncio persistente
Vague, marionete, nesse rio fumegante e não tema mais a morte
A verdade sobre os exércitos das trevas surgirá na época das páginas mortas
Quando caírem as últimas árvores centenárias sob o efeito do gelo e dos vidros
Só nos restará nos jogar pela janela
Entre pai nutridor e mãe falo, você agora deriva nas profundezas desse esquecimento
Transgressão mística, misturas ilícitas
Masochista ou misantropo
Subversivo, mas risível
Você finalmente acha que entende através desse prisma leitoso
Esse corpo meio fogo que se agita ao longe, triste revenant
Só quero mostrar o mais imundo de vocês
Simplesmente encarnar suas próprias podridões
A ferrugem que corrói seus eixos
Talvez ao mostrar suas almas como realmente são
Vazias, diaphanas, eu consiga o único remédio pra minha raiva
Manipular uma mente, pulverizar os obstáculos no meu caminho
Brincar com a vida, segurá-la entre minhas mãos
Poder tomá-la esmagando o ser que a contém.

Composição: