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Licença Lírica

1ª Ordem

Letra

    Dá licença pra chegar irmão, na situação
    A enciclopédia aqui é escrita na comunicação
    Dos verdadeiros por aqui, sou mais um elo somando
    Respeitando a nata, nessa levada vou desenrolando

    Aqui maquinando, é massa cinzenta trampando devagar e sempre
    É kick, é clap, é caixa no trap, é o rap, dá o mic e prepara a mente
    Logicamente, ao meu modo, satisfatório pra muitos, nem tanto pra alguns
    E pros que condena, que é brabo na cena, minha linha depena e degola mais um!

    No verbo pesado é que eu chego (hoo!), é sem simpatia e não pede arrego
    Sem eira e nem beira, atravessa fonteira, se é mente vazia, te tira o sossego
    E é sem apego, aqui o trampo não para, a firma é esperta
    E das metas, uma realizada: Os que não acreditava tão de boca aberta

    Não tenho todo tempo do mundo, resumo o tempo todo no fútil
    Descubro o tempo perdido com o tempo assumo
    Que o tempo que tenho revejo o mundo ainda mais fútil
    Em cubo segundos passado futuro presente obscuro primeiro ou último

    Quem somos com o tempo tornamos pequenos ou grandes
    Em termos astutos ou ingênuo
    Não vejo problema de dar esse tempo
    Pra ser com o tempo um homem sem tempo que o mundo tortura

    Procura a culpa no tempo passado discurso perdido com o tempo!
    Meu tempo que resta
    Prometo pro mundo será meu discurso ter tempo pra tudo
    Mesmo que o tempo não tenha mais tempo para escrever meu futuro

    Chego na fita pedindo licença na cena
    Licença lírica
    Estratégia de sobrevivência, um dilema
    Aprendizagem empírica
    Truta, segura a rajada no bangue!
    Nossa alma é a levada, sangue no flow, plow!
    Carregado de lágrimas

    Hey, de tempos em tempos
    Surge um momento, e se desatento
    É sem massagem, o verbo, a linguagem
    Feito papel vão embora com o vento
    Me reinvento, a cada tormento
    É uma nova possibilidade o que julgam de ser impossível
    Faço o possível torno realidade

    Se o rap é pesado tô licenciado, no flow aprovado
    Não apavorado, maquino na mente
    Não magicamente, tô liricamente possibilitado
    Requisitado, se for é sem respaldo, poeticamente falando
    No que for eu tô ligado, entrosado, engajado
    Não enganjado, (haha), esse eu lírico
    Nos versos empíricos é embaçado
    Tô dizendo, só vai vendo aliado (vai vendo aliado)

    Desde os meus primórdios, com amor ou com ódio
    Em versos surgiam expressões artísticas
    Quando calmo, versava o amor, e encerrava mais um episódio
    Epifanias, devaneios, por aqui se espalhava, e corria o relógio
    E se a espuma exalava, ai ver que era raiva e não bicarbonato de sódio!

    Na licença lírica eu chego, a ocasião vira o momento nego!
    Emocionalmente racional, rimando o que vem, sem apego
    Desamparado maltrapilho, sem que um dia se imaginasse
    Que aqueles pensamentos presos viriam a ser um rap de alta classe

    E o som sujo aqui é de coração
    Não de enfeite, mas pra ser exposto
    É o que me motiva, mantém a ideia viva e o sorriso no rosto
    Diversificando, versificando eu cheguei e assim me despeço
    Poeticamente, corri sua mente em forma de verso


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