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Justiça

38 Mil Manos

Letra

    Justiça é um conceito abstrato que se refere
    A um estado ideal de interação social!
    Onde há um equilíbrio, que por si só!
    Deve ser razoável e imparcial

    Lágrimas!
    Caindo em campos de batalhas
    Medalhas e mágoas cortando como navalha
    Sangram do peito expondo as falhas!

    Várias
    Vezes falharam!
    O gatilho e eles!
    E eles
    São falsos deuses!

    Meses
    Trancado a sete chaves
    Dizendo que não são graves
    Os erros das tuas frases!

    Sei que gritos daqui!
    São abafados mas não miragem!
    Falta coragem
    Pra assumir
    A culpa da falta de integridade

    Enquanto poucos ganham muito!
    Muitos ficam com sobras da metade

    Ainda da tempo de fazer Justiça!
    Levanta, por que sem luta nada vai levar da vida

    Fica!
    Mais fácil falar de injustiça
    Quando eu me lembro!
    Quanto que dona Luzia teve que brigar com a vida!
    Pra eu tá hoje discutindo conceito do que é justiça!

    Justiça feita por canalha
    Com balas na cara
    O progresso atrapalha

    Pra pobre que cedo levanta
    Ela nunca ela funciona
    E só tromba pilantra!

    Justiça que não me controla
    Modus operandi mata nas favelas
    Corrompe atropela e congela
    Direito acaba na cela ou na vela

    Zika
    Siga sem intriga pela estreita trilha
    Por... Quem te motiva a lutar sem cobiça!

    Lute!
    Como se cresse na premissa da igualdade!
    E mude!
    O peso do fardo que tu carregas na saudade

    Vários caíram sem esperança alguma
    Vários trancados sem culpa nenhuma

    Ela tá cega e morta na viela!
    Marginalizada como foi Mandela!
    Coitada desta Velha
    Ninguém escuta, nem respeita
    O que provem da boca dela!

    Quando tijolo amostra não inspira revolta!
    Ou senhoras moradoras de calçadas já nem mais te choca

    É hora de reavaliar tua visão!
    Tua concepção de igualdade
    Depositando tanto tempo na conta
    Da tua vaidade!

    Enquanto seis só crítica!
    Quantas vidas corrompidas
    Acabadas sem justiça!
    Te mostra que o rap ainda tem que ser
    Maior que festas batidas e rimas

    Mataram Ulisses, Sabota
    Tupac e o Drac!
    O primeiro foi descaso
    Os outros balas de Glock!

    É o fim
    Sem tim tim pra mim
    Projéteis não são balas de festim
    Chegar a minha hora
    Não vai ter teve dublê pra mim

    É o fim
    Sem tim tim pra mim!
    Não!
    Projéteis não são balas de festim
    Vai!
    Chegar minha hora
    Não vai ter dublê pra mim
    É o fim

    Sistema se encontra em coma!
    Onde concluo a trama?
    Queda de Roma ou na lama de Mariana?
    Quando se perde travesseiro
    A paz o colchão e a cama

    A consciência não descansa
    Fica em alerta e não deixa apagar tua chama

    Perdida na mesa
    Lotada de Brahma
    Em roda de samba
    Iludido com as dama

    No vinho que chama
    O veneno por grama
    E o sangue derrama
    No verde da grana

    Te tira da goma
    Passado te assombra
    Mais um nego drama
    Virando homem bomba

    Cria de quebrada
    Acostuma vivendo com pouco de prata
    Procura sentido em cada palavra!
    Se esqueça da prece que não vai dar nada

    Mente perturbada e a boca fechada
    Levanta e vê o mundo de cima da laje
    Acorda e Reage! Vai!
    Justiça demora
    Mas não chega tarde pai!

    Justiça falha mas não tarda
    Justiça foi alvejada
    Justiça se encontra velada!
    Te fizeram esquecer o que era Justiça


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