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Soul Marginal PT. 2 (part. Jamés Ventura)

38 Mil Manos

Letra

    Fui buscar no meu interior
    E até hoje não encontrei
    Fui na ideia do que eu ouvia
    Ao contrário do que escutei

    Alguns vivem me perguntando
    Se o rap me dá dinheiro
    Eu digo que nada ganho
    Recebo o quanto mereço

    Sistema, vestes de santo
    Algemas, preso no pulso
    Datena, vendendo sangue
    Ibope de surdo e mudo

    Trocaram nossa história
    Europa criou formato
    Gritaram independência
    Primeiro, plano de assalto

    Ao povo, desejo paz
    Minhas linhas, prus mais reais
    De novo, prus mais reais
    Reforço, prus meus iguais

    Panela dourada bate
    Marmita vermelha cai
    Trocaram as cores da fonte
    E deixaram a favela em paz

    Quem se assemelha, semeia a união
    Quem é que corre, deixando os muleques são?

    A falsa democracia é
    Riqueza, sangue nas mãos
    Roubando da sua alma
    Alvejando seu coração

    Direito sem saber o que é dever
    Devendo sem saber o que é o direito do ser!

    Colonizaram nossos sonhos
    Ditaram nosso medos
    Fizeram da sua vida um desespero

    Vá, sua mão foi feita para construir!
    Mas, o seu pé aqui foi feito pra resistir!
    Frágil, fortalecendo os fracos
    Questiono todos os fatos
    Vivendo com a mente insana no ato

    Há há
    Seis tão dormindo?
    Eu nunca vi vendendo malandragem em comprimido
    Há há
    Seis tão dormindo

    Dispensa o jogo que a brisa é pesada
    Falta coragem na hora marcada
    Ascensão pura pras silenciadas

    As minas subiram sem ajuda pra nada
    Não fica calada
    A letra foi lançada
    Voz ecoada em cada quebrada!

    Troco meu pente, fala contundente
    Pra confundir tradição dessa gente
    Quero respeito! Quero dinheiro!
    Paz pro meu povo, o ano inteiro

    Fruto do esquema
    Esse é o nosso lema
    Menor já bota a cara na cena

    Psicológico fodido
    Propensão a mais um bandido

    Desculpa madame, mas não é por nada
    Lavei tuas privadas com honra na cara
    O corre não para!
    Sistema me tara!

    Alicia as coisas que ganhei na raça
    Ventre da mãe hostil
    Marcas roxas que a vida não viu

    O game é composto de crime sem creme
    Arranca a mordaça enquanto tu geme!
    A dor que te despe o sorriso no frame

    Desperta na rua o som da sirene
    Only the strong survive

    A dor, pai! Amenizai
    Cash rules, há quem conduz
    Fé pra quem vai. Força na luz

    Ouvi em algum dia
    Que eu nada seria
    Além de uma simples diarista
    Suor escorria, choro preferia
    Não ser parte da estatística

    Mulher de braço forte
    Danço com a sorte que veste-me inteira
    Luta, guerreira
    Hasteia a bandeira

    Minhas regras me fazem brilhar como estrela
    Palita esses dentes pra falar de nós
    Sistema é cruel mas nós somos feroz
    Guerrilha armada sem pontos na voz

    Navalha afiada desata os nós
    Praperifa é nossa luta!
    Nossa marcha, nossa conduta

    E toda vitória não é acidente
    Me traz outro drink
    Um brinde pra gente!

    Legitimamente
    Das ruas correspondente
    Insolente no trato
    Tá aqui meu contrato
    Sou livre, sou sobrevivente!

    Quebrada ainda tô vivo
    Não me dei por vencido
    Voltei Soul hit Marginal
    Que é proibido!

    Os Bico tudo mordido
    Ficaram de bico comigo
    Stefano? Paga pau de bandido!
    De frente pra peça monstro volta a ser menino

    É quente! Nóis trabalhando!
    E ceis ainda estão dormindo

    Fulano e beltrano iludido!
    Falando que eu tô fudido!
    Se lembra Bro quem te mostrou o caminho sem a brita e sem cachimbo?

    Novamente eu pergunto a você
    Se teu rap é forte
    Por que tua alma tá pobre?
    Então Foda-se seu hit
    Foda-se seu kit

    Lembro do tempo que isso aqui não era moda!
    Bate cabeça, roda!
    Calça folgada é foda!
    Os bico treme ainda se choca se incomoda

    rap de Marginal!
    Que chega gingando
    Até os cop passando mal!
    O Fundamental é ter contexto nas ideias
    Real até o final sem preocupa com plateia

    Lembrança
    Fumaça, e fogueira na praça
    Quermesse no jet com a rapa
    Quentão!
    E Ndee naldinho no refrão

    Há há
    Seis tão dormindo?
    Eu nunca vi vendendo malandragem em comprimido
    Há há
    Seis tão dormindo

    Varei de ouvido a ouvido!
    Honrando o caminho escrito!
    Mas!
    Vocês ainda estão dormindo!


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