exibições de letras 111
Letra

    Não posso andar sozinho
    Tenho medo da escuridão
    Se os tempos são sombrios
    O remédio não é solidão

    Voltei a ser criança com medo
    Do vento da chuva lá fora balançando os galhos
    Que em cada relâmpago se transforma
    Em monstros na parede do meu quarto

    Me escondo embaixo do cobertor
    Pra mim ele não serve só pra aquecer do frio
    E fico até cair no sono protetor
    Na esperança que o pesadelo não me dê calafrios

    Naldo, quem mandou virar adulto
    Respaldo, amor não há nem em culto
    Sepulto, minha criança interior
    Esse puto, cria ânsia e se internou

    Não em clínica de recuperação
    Sem mínima recuperação
    Pois é cínica a recuperação
    Na íntima, não recupera a ação
    Já tão dizendo que eu tô meio paranoico

    Mesmo sabendo que o momento não é nada heroico
    Sinto que sou perseguido tipo o Frei Tito no exílio
    Psico pós ter sofrido por milico típico o maníaco Ustra, a tara
    E ídolo de um político ridículo que pra bolsominion é mito
    E isto por ter sido um maldito desprezível filho da puta pátria

    Não posso andar sozinho, tenho medo da escuridão
    Se os tempos são sombrios o remédio não é solidão
    Me encontro tão perdido no meio de uma multidão
    Com síndrome de perseguição

    Vejo minha sombra sendo um adversário forte
    Quanto vale sua vida num vale que assombra a morte
    Eu tô sem porte, carregando munição
    Palavras são passaporte, transporte sem ficção
    Nessa missão, me sinto tão vigiado

    Por olhos que tão famintos me sinto encurralado
    Vivo o pecado, chapado, nessa madruga
    Copo ao lado resultado desse fardo numa fuga
    Olhando o espelho vendo um adversário forte
    Que insiste nos seus erros que me seguem até morte

    E o tempo passa nem que eu faça devagar
    Escolhas são como escritas que nada pode apagar
    E a inocência de um moleque se vai
    Tão fácil, tão difícil, complexo demais
    Buscando paz, cá cabeça na guerra

    Aqui jaz, um a mais, ser humano que erra
    Mais um na terra nessa jogo de azar
    E o que nos ferra é as vezes acreditar
    Mais um na terra, vendo a vida passar
    Em meio a tempos difíceis sem sair do lugar

    Quem que me segue que me entregue
    A direção, solução pros meus problema
    Quem só persegue nunca percebe
    Nunca consegue se enxergar num próprio tema
    Nem entendo mais minhas causas
    Eu busco pausa só pra poder me encontrar

    Se eu tô perdido, quem me salva?
    De peito aberto é incerto acreditar
    Paranoias sempre me corrói a mente a
    Às vezes sigo em frente só pra não voltar
    Medo se faz presente, alma ficou ausente
    Me mostro sorridente a um passo de chorar

    Não posso andar sozinho, tenho medo da escuridão
    Se os tempos são sombrios o remédio não é solidão
    Quem será o meu inimigo no meio de uma multidão
    Com síndrome de perseguição


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de 8.13: A Plêiade e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção