Ey, haste ne Bombe...
Das fragt mich mal einer,
als ich durch die Straße lief.
Und er hatte recht.
Ich hatte sie in der Hand.
Versteckt in der Tasche.
Fest umschlossen in der Faust.
Die geköpfte Bombe.
Wir waren schon explodiert.
Fest umschlossen in der Faust.
Alles war vorbei.
Doch ich dachte nicht daran.
Ich nahm die Faust aus der Tasche
und betrachtete sie im Tageslicht.
Was ich sah, gefiel mir nicht sonderlich.
Die Bombe hatte ihr nicht gut getan.
Das Köpfen auch nicht.
Schweißgebadet war die Faust.
Sie zitterte noch und flog in die Luft.
Ei, segure essa bomba...
Um cara me perguntou,
quando eu andava pela rua.
E ele estava certo.
Eu a tinha na mão.
Escondida na bolsa.
Firme na minha mão.
A bomba decapitada.
A gente já tinha explodido.
Firme na minha mão.
Tudo tinha acabado.
Mas eu não pensava nisso.
Tirei a mão da bolsa
e olhei para ela à luz do dia.
O que eu vi, não me agradou muito.
A bomba não tinha ficado bem.
Nem a decapitação.
A mão estava ensopada de suor.
Ela ainda tremia e voou pelo ar.