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Este Inverno

A Rebours

This Winter

Tomorrow's new dawn breaks the silver frost,
But today's gray canvas makes me feel lost.
It smells like falling stars every time she comes near;
They crash in my eyes and burn up my tears.
A colorless sky obscures the heart on my sleeve,
Entreating a reprieve, while watching her grieve.
It's getting late and dark and cold and I want to explain,
Though, such a thing's a hollow, dire and worthless refrain.

This winter inside-
Deliverance denied where bloodless blossoms wilt and die.
Go-Stop snowing on my head.
Go-I don't want your rain on my back.
Go-Stop making me feel numb.
Go-I need you to let me forgive me.

Through a blizzard of regrets I toss and turn and thrash.
Flakes fall on my tongue and they taste just like ash.
Each obsidian raindrop that collides with my skin
Is a souvenir of pain from the black rain of shame.
Every burning bridge's warmth is cause to apologize,
Even though her trust is lying covered with flies.
I am become my own indignant Montresor-
Brick by repentant brick, sealing off my hollow core.

This winter inside-
Her mercy purified where I keep me crucified
Go-Stop blowing in the windows.
Go-I don't want your chill on me.
Go-Stop pounding me with rain.
Go-I need you to let me forgive...

This endless season of guilt.
This aimless shambling in a cage I built.
I swore I'd make her fall in love with me again,
But she always has loved me.

Go-Stop bleeding me with frozen knives.
Go-I don't need you cutting me.
So go-Stop shredding all my self-esteem.
Go-I need you to let me forgive...me.

Este Inverno

A nova aurora de amanhã quebra a geada prateada,
Mas a tela cinza de hoje me faz sentir perdido.
Cheira a estrelas cadentes toda vez que ela se aproxima;
Elas colidem nos meus olhos e queimam minhas lágrimas.
Um céu sem cor obscurece o coração que mostro,
Implorando por um alívio, enquanto a vejo sofrer.
Está ficando tarde, escuro e frio, e eu quero explicar,
Embora, tal coisa seja um refrão vazio, sombrio e sem valor.

Este inverno dentro-
Libertação negada onde flores sem sangue murcham e morrem.
Vá-Parar de nevar na minha cabeça.
Vá-Eu não quero sua chuva nas minhas costas.
Vá-Parar de me fazer sentir entorpecido.
Vá-Eu preciso que você me deixe me perdoar.

Através de uma nevasca de arrependimentos eu me reviro e me debato.
Flocos caem na minha língua e têm gosto de cinzas.
Cada gota de chuva obsidiana que colide com minha pele
É uma lembrança de dor da chuva negra da vergonha.
Cada calor de uma ponte queimada é motivo para pedir desculpas,
Mesmo que a confiança dela esteja coberta de moscas.
Eu me tornei meu próprio indignado Montresor-
Tijolo por tijolo arrependido, selando meu núcleo vazio.

Este inverno dentro-
A misericórdia dela purificada onde eu me mantenho crucificado.
Vá-Parar de soprar nas janelas.
Vá-Eu não quero seu frio em mim.
Vá-Parar de me espancar com chuva.
Vá-Eu preciso que você me deixe perdoar...

Esta temporada sem fim de culpa.
Este andar sem rumo em uma jaula que eu construí.
Eu jurei que faria ela se apaixonar por mim de novo,
Mas ela sempre me amou.

Vá-Parar de me sangrar com facas congeladas.
Vá-Eu não preciso que você me corte.
Então vá-Parar de despedaçar toda a minha autoestima.
Vá-Eu preciso que você me deixe perdoar... eu.

Composição: Ian Stone