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O Canto das Lapas

Abak

El Canto de Las Lapas

Debo ser
Un extraño en mi tierra y debo creer en él
Y rezarle a otro cielo que yo no entiendo
Son mis mandamientos
No cuestionar el plan de Dios

Si, Yahvé
Es realmente tu plan la usura
Y, si acaso es
Tu palabra la ambición, prefiero tu infierno

¡Maldito el momento
En que a mis tierras arribó tu inquisición!

Yo seré
La centella que encienda la revolución
Seré
Quien las tribus convenza a luchar por los pueblos

Se acerca el momento
¡En el fuego eterno ya tus templos arderán!

¡Uh, uh, uh, Pa-bru! (X8)

¿Reniegas a tu falso Dios, Sibö?
Sí
¿Aceptas a Cristo como tu Dios verdadero?
Sí
¿Cuál será tu nombre cristiano?
Pablo
En nombre de Dios, quedas bautizado

Yo soy el jefe. Soy el conquistador
Os doy mi Dios, mi religión
Me das tu reino, tu oro, tu nación
Aquí no caben dos

¿Cómo te atreves a desafiar a Dios?
Blasfemo, pagano, incitador
¿Acaso ignoras que es pecado la traición?
Condenado a ejecución

Pero ese no es mi Dios
El mío es Sibö
Sí, me han bautizado
Pero en mi alma sigue aún

Pecado, estar callado
Aceptar la esclavitud
Por fin, tus templos darán luz

¡Rebelión contra su Dios!
¡Que ardan los templos!
¡Defiendan sus pueblos con honor!

Por Yahvé, yo lucharé
En nombre de Cristo, y del rey
¡Os conquistaré!

Catorce templos quemados ya por ti
La ira de Dios vas a sentir
Llegó la hora de acabar este motín
¡Ya vamos a por ti!

Que vengan a por mí
Que yo aquí estaré
Nos vienen a cobrar
Y, más bien, han de deber

Por tanto desarraigo
Tanto odio y desdén
Si he de morir, que sea en pie

¡Rebelión contra su Dios!
¡Que ardan los templos!
¡Defiendan sus pueblos con honor!

Por Yahvé, yo lucharé
En nombre de Cristo, y del rey
Os conquistaré

Ya estás a mi merced
Delata a tu pueblo y confiésate

Que has pecado confieso, y que en tu infierno te veré
Y con honor moriré
Sabiendo que yo por el bien luché

Te cortarán la cabeza y en lo alto la pondré
Y, así verán
¡Que yo gané al final!

¡Sulá Kaska!

Oh, Señor de las Lapas
Vuelves a tu hogar después de luchar
Bienvenido a Sulá Kaska
Lugar de la sagrada inmortalidad

A Talamanca
Del español lograste liberar
Y hay que celebrar

¡Hoy, a una voz
Todos en tu honor
Te vamos a celebrar
Y, por tu gloria, a brindar!

Y, en libertad
Las lapas cantarán
¡Por ti, ya nuestro legado ancestral
No morirá!

¡Sulá Kaska!

También los sikuas
Te aclamarán toda una eternidad
Y al canto se unirán

¡Hoy, a una voz
Todos en tu honor
Te vamos a celebrar
Y, por tu gloria, a brindar!

Y, en libertad
Las lapas cantarán
¡Por ti, ya nuestro legado ancestral
No morirá!

¡No morirá!

O Canto das Lapas

Devo ser
Um estranho na minha terra e devo acreditar nele
E rezar a outro céu que eu não entendo
São meus mandamentos
Não questionar o plano de Deus

Sim, Javé
É realmente seu plano a usura?
E, se acaso é
Sua palavra a ambição, prefiro seu inferno

Maldito o momento
Em que suas garras chegaram às minhas terras!

Eu serei
A centelha que acende a revolução
Serei
Quem as tribos convença a lutar pelos povos

Se aproxima o momento
No fogo eterno já seus templos arderão!

Uh, uh, uh, Pa-bru! (X8)

Você renega seu falso Deus, Sibö?
Sim
Você aceita Cristo como seu Deus verdadeiro?
Sim
Qual será seu nome cristão?
Pablo
Em nome de Deus, você está batizado

Eu sou o chefe. Sou o conquistador
Dou a vocês meu Deus, minha religião
Me dá seu reino, seu ouro, sua nação
Aqui não cabem dois

Como você se atreve a desafiar a Deus?
Blasfemo, pagão, incitador
Você ignora que é pecado a traição?
Condenado à execução

Mas esse não é meu Deus
O meu é Sibö
Sim, me batizaram
Mas na minha alma ainda vive

Pecado, estar calado
Aceitar a escravidão
Por fim, seus templos darão luz

Revolta contra seu Deus!
Queimem os templos!
Defendam seus povos com honra!

Por Javé, eu lutarei
Em nome de Cristo, e do rei
Eu os conquistarei!

Catorze templos queimados já por você
A ira de Deus você vai sentir
Chegou a hora de acabar com esse motim
Já vamos atrás de você!

Que venham atrás de mim
Que eu aqui estarei
Vêm cobrar de nós
E, na verdade, devem a nós

Por tanto desarraigo
Tanto ódio e desprezo
Se eu tiver que morrer, que seja de pé

Revolta contra seu Deus!
Queimem os templos!
Defendam seus povos com honra!

Por Javé, eu lutarei
Em nome de Cristo, e do rei
Eu os conquistarei!

Já está à minha mercê
Delate seu povo e confesse

Que você pecou, confesso, e que no seu inferno te verei
E com honra morrerei
Sabendo que lutei pelo bem

Cortarão sua cabeça e a colocarão em um poste
E, assim, verão
Que eu ganhei no final!

Sulá Kaska!

Oh, Senhor das Lapas
Você volta para casa depois de lutar
Bem-vindo a Sulá Kaska
Lugar da sagrada imortalidade

A Talamanca
Do espanhol você conseguiu libertar
E é hora de celebrar

Hoje, em uma só voz
Todos em sua honra
Vamos te celebrar
E, por sua glória, brindar!

E, em liberdade
As lapas cantarão
Por você, já nosso legado ancestral
Não morrerá!

Sulá Kaska!

Também os sikuas
Te aclamarão por toda a eternidade
E ao canto se juntarão

Hoje, em uma só voz
Todos em sua honra
Vamos te celebrar
E, por sua glória, brindar!

E, em liberdade
As lapas cantarão
Por você, já nosso legado ancestral
Não morrerá!

Não morrerá!

Composição: Andrés Barrantes