Mi Hijo El Refinao
Hoy llega mi gurisito
Desandando la distancia
Y estoy sofrenando el ansia
De alzar mi dicha en un grito
No hay que hacerle, estaba escrito
Que le'iba a doler la ausencia
Y engavillando esperencia
Se habrá dao cuenta ¡de'juro!
Que no hay trillo más seguro
Que el trillo de la querencia
Un año en montivideo
Lo habrá transformao sin duda
Cambiando su lengua ruda
Por el más fino proseo
Bien hablao, ¡ya me lo veo
Ligar chinas onde cuadre!
Pa mejor es como el padre
Seco en la cuestión mujer
¡Tá clavao no puede haber
Hijo'e perro que no ladre!
Aquí conservo la esquela
Que le remitió a su tata
Solicitándole plata
Pa comprarse una vigüela
Y aunque a gatas fue a la escuela
Si tiene afición y apego
Yo carculo que el borrego
Me va a salir buen cantor
Guitarrero y payador
Igual que julio gallego
¡Guau guau guau guau!
¡Ay! Si el cuzco no me engaña
Ya mi muchacho ha llegao
Pero si vendrá cambiao
Que el jeta negra lo extraña
¡M'hijito! ¡dicha tamaña
De los ojos que te ven!
Aunque mirándote bien
Tan extravagante estás
Que por poco soy capaz
De ladrarte yo también
¡Callao, stop, father, please
Que el sport me sienta cumbre
Y hay que imponer la costumbre
Del plan juventud feliz
Ta bien, se ve que venís
Afiladazo del centro
Y aunque algo raro te encuentro
No critico tu pilchaje
Que al gaucho no lo hace el traje
Sino lo que tiene adentro
¿Y?, ¿te fue bien? ¡okay, papi!
Te diré que soy un hit
Cantando en el grupo beat
Más vip que hay en la capi!
¡Jué pucha! Hace falta un lapi
La libreta y goma
Pa ver si tu padre toma
Apunte de ese palabreo
Porque a vos montivideo
Te ha dao vuelta
Hasta la idioma!
¿Te has comprao el instrumento?
Fui father, yes, hace rato
¡Mirame en este retrato
Tocando en un casamiento!
Dejame ver un momento
¡Pero esta lira es cuadrada!
No tiene boca ni nada
Y en vez de un gaucho cantor
Parecés un planchador
Con la herramienta enchuflada!
Father, usted no carbura
Mi guitarra es electrónica
Porque yo imprimo la tónica
Que la juventud procura
Respondeme, ¡caradura!
Si aquí no hay más que una vela
¿Dónde enchuflas la vigüela
Pa hacerme oír los cantares
Del indio Juan carlos bares
Y de wencesalo varela?
Yo no cultivo el gauchesco
Yo canto música beat
Que es la que está en el cenit
Con un brillo gigantesco
No m'hijo, yo no merezco
Que usted me salga sanguango
Y use un guitarrón guarango
Que parece por lo fiero
La pala de un panadero
Poca tabla y puro mango!
Father, porqué despotrica
¡Tampoco yo lo merezco!
Mi canto es virgen y es fresco
Burbuja azul que salpica
La música de hoy, implica
Más espíritu que idea
Y aunque usted diga que es fea
Que lo tiene facto putre
Nuestra inspiración se nutre
De aquello que nos rodea
Los muchachos de estos días
Los de la era vigente
Vamos al club simplemente
Porque ya no hay pulperías
Ni vitroles ni tranvías
Son del tiempo de nosotros
Y usamos en vez de potros
Motonetas relucientes
¡Ya ve somos diferentes
Porque los tiempos son otros!
¿Sabés que tenés razón?
No sabe cuánto me alegra
Que respalde a quien integra
A la nueva generación
La paternal comprensión
Es imprescindible aun hoy
Puesto que la nueva hola
Se compone de esa gente
Que arma un bochinche imponente
Porque se siente muy sola
Y ustedes que han sido y son
Fanáticos de otra era
Nos miran solo por fuera
Sin vernos el corazón
¿Sabés que tenés razón?
¡Claro que la tengo y mucha
Pues pretende nuestra lucha
Desgarrar antiguas redes
Y cantamos para ustedes
Pero no se nos escucha!
No quiera usted desoir
La magia de esas canciones
Que son manifestaciones
De una forma de sentir
Una cosa es porvenir
Y otra cosa es tradición
Y la actual generación
Con armas de otro calibre
Tiene derecho a ser libre
¿Sabés que tenés razón?
Pero con razón y todo
Tenés aquí mi guitarra
Que todo aquél que la agarra
Debe cantar a mi modo
Desculpá si te incomodo
Poniéndola en tus brazos
Y pa que afirmés los pasos
Y el oído se te componga
Me tocás una milonga
O te deslomo a guascazos!
Meu Filho, O Refined
Hoje chega meu garotinho
Desfazendo a distância
E estou contendo a ansiedade
De elevar minha alegria em um grito
Não há o que fazer, estava escrito
Que a ausência iria doer
E acumulando experiência
Ele terá percebido, com certeza!
Que não há trilha mais segura
Do que a trilha do amor à terra natal
Um ano em Montevidéu
Certamente o transformou
Mudando sua linguagem rude
Pelo mais fino prosa
Bem falado, já consigo vê-lo
Conquistando corações onde quer que vá!
Para melhor, é como o pai
Experiente na questão das mulheres
Está cravado, não pode haver
Filho de cachorro que não late!
Aqui guardo a carta
Que ele enviou ao seu pai
Solicitando dinheiro
Para comprar um violão
E embora tenha ido à escola a duras penas
Se ele tem paixão e apego
Eu calculo que o rapaz
Vai se tornar um bom cantor
Violonista e improvisador
Assim como Julio Gallego
Au au au au!
Ai! Se o cusco não me engana
Meu garoto já chegou
Mas com certeza ele está diferente
Que o negão sente falta dele
Meu filhinho! Que felicidade imensa
Dos olhos que te veem!
Embora, olhando bem para você
Você está tão extravagante
Que por pouco sou capaz
De latir para você também
Silêncio, pare, pai, por favor
Que o esporte me faz sentir no topo
E é preciso impor o costume
Do plano de juventude feliz
Está bem, vejo que você vem
Afiado do centro
E embora eu ache você um pouco estranho
Não critico suas roupas
Pois o gaúcho não é definido pela roupa
Mas sim pelo que tem dentro
E então? Você se saiu bem? Ok, papai!
Vou te dizer que sou um sucesso
Cantando no grupo beat
O mais VIP que há na capital!
Caramba! Preciso de um lápis
O caderno e a borracha
Para ver se seu pai anota
Essas palavras
Porque Montevidéu
Virou sua cabeça
Até mesmo a língua!
Você comprou o instrumento?
Fui, pai, sim, faz tempo
Olhe para esta foto minha
Tocando em um casamento!
Deixe-me ver um momento
Mas esse violão é quadrado!
Não tem boca nem nada
E em vez de um gaúcho cantor
Você parece um passador de roupas
Com a ferramenta ligada!
Pai, você não entende
Minha guitarra é eletrônica
Porque eu imprimo a melodia
Que a juventude procura
Responda-me, cara de pau!
Se aqui só tem uma vela
Onde você liga o violão
Para me fazer ouvir as canções
Do índio Juan Carlos Bares
E de Wenceslao Varela?
Eu não cultivo o gauchesco
Eu canto música beat
Que está no auge
Com um brilho gigantesco
Não, meu filho, eu não mereço
Que você fale assim comigo
E use um violão grosseiro
Que parece, pela aparência
A pá de um padeiro
Pouca madeira e muito cabo!
Pai, por que você critica tanto?
Eu também não mereço!
Minha música é virgem e fresca
Bolha azul que salpica
A música de hoje implica
Mais espírito do que ideia
E embora você diga que é feia
Que ela está podre
Nossa inspiração se nutre
Daquilo que nos rodeia
Os jovens de hoje em dia
Os da era atual
Vamos ao clube simplesmente
Porque não há mais armazéns
Nem vitrolas nem bondes
São do tempo de nós
E usamos em vez de cavalos
Scooters reluzentes
Veja só, somos diferentes
Porque os tempos são outros!
Você sabe que está certo?
Não sabe o quanto me alegra
Que você apoie aqueles que integram
A nova geração
A compreensão paternal
É essencial até hoje
Porque a nova onda
É composta por essas pessoas
Que criam um tumulto imponente
Porque se sentem muito sozinhas
E vocês, que foram e são
Fanáticos de outra era
Nos olham apenas por fora
Sem verem nossos corações
Você sabe que está certo?
Claro que estou certo e muito
Pois nossa luta pretende
Romper antigas redes
E cantamos para vocês
Mas não somos ouvidos!
Não queira ignorar
A magia dessas canções
Que são manifestações
De uma forma de sentir
Uma coisa é o futuro
E outra coisa é a tradição
E a geração atual
Com armas de outro calibre
Tem o direito de ser livre
Você sabe que está certo?
Mas mesmo com toda a razão
Aqui está minha guitarra
Que todos que a pegam
Devem cantar ao meu modo
Desculpe se te incomodo
Colocando-a em seus braços
E para que você firme seus passos
E seu ouvido se ajuste
Toque uma milonga para mim
Ou te espanco com um chicote!