De la Trova al Rock and Roll
He pensado, mucho lo siento,
Mudarme de la trova al rock and roll,
Porque a mi mujer la atacan
Cuando dice, que soy cantautor.
Dicen sus amistades,
Que lo mío es pose pseudo-intelectual,
Y que mejor me convendría
Cantar algo mucho más comercial.
He pensado, y mucho lo siento,
Y a menudo hasta me hacen dudar,
Porque dicen que el trovero,
De las peñas nunca va a pasar.
También dicen que la fama
Está peleada con querer pensar,
Y que para poetas Arjona y como él
Pues nunca habrá nadie igual.
Haya a nadie le importa si cantas o no,
Si dices la neta o si hablas de amor,
No sufres pensando en no tener que decir,
Si con tres acordes puedes sobrevivir,
Ya no es negocio ser trovero.
He pensado, y mucho lo siento,
Mudarme de la trova al rock and roll,
Porque a mi mujer le han dicho
Que ese Silvio es medio aburridón.
Y en reuniones de amigos
Casi siempre, me piden que cante,
Puras rolas del Filio,
Ese quesque es muy tu cuate,
Los temas de novela y de Amanda Miguel,
Hasta la rola del papa y la satánica Aserejé.
Haya a nadie le importa si cantas o no,
Si dices la neta o si hablas de amor,
No sufres pensando en no tener que decir,
Si con tres acordes puedes sobrevivir,
Ya no es negocio ser trovero.
He pensado, y mucho lo siento,
Mudarme de la trova al rock and roll,
Porque a mi mujer le agobia
Que yo cante puras rolas de amor.
Y antes que me confunda,
Con los que ella escucha a diario,
O me mande a tocar a las bodas
O me pida de los Temerarios,
Yo prefiero, hacerme rockero.
Haya a nadie le importa si cantas o no,
Si dices la neta o si hablas de amor,
No sufres pensando en no tener que decir,
Si con tres acordes puedes sobrevivir.
Ya no es negocio ser trovero.
Haya a nadie le importa si cantas o no,
Si dices la neta o si hablas de amor,
No sufres pensando en no tener que decir,
Si con tres acordes puedes sobrevivir,
Ya no es negocio ser trovero,
Ya no es negocio ser trovero,
Quiero largarme muy lejos,
Y a la chingada de aquí.
Da Trova ao Rock and Roll
Eu pensei, sinto muito,
Mudar da trova pro rock and roll,
Porque minha mulher sofre
Quando diz que sou cantautor.
Dizem os amigos dela,
Que o que eu faço é pose pseudo-intelectual,
E que seria melhor pra mim
Cantar algo bem mais comercial.
Eu pensei, e sinto muito,
E muitas vezes até me fazem duvidar,
Porque dizem que o trovador,
Das peñas nunca vai passar.
Também dizem que a fama
Briga com querer pensar,
E que pra poetas como Arjona
Nunca vai ter ninguém igual.
A ninguém importa se você canta ou não,
Se diz a real ou se fala de amor,
Não sofre pensando em não ter o que dizer,
Se com três acordes dá pra sobreviver,
Já não é negócio ser trovador.
Eu pensei, e sinto muito,
Mudar da trova pro rock and roll,
Porque minha mulher já ouviu
Que esse Silvio é meio chatão.
E em reuniões de amigos
Quase sempre, me pedem pra cantar,
Só rolas do Filio,
Esse que dizem ser seu brother,
Os temas de novela e de Amanda Miguel,
Até a música do papa e a satânica Aserejé.
A ninguém importa se você canta ou não,
Se diz a real ou se fala de amor,
Não sofre pensando em não ter o que dizer,
Se com três acordes dá pra sobreviver,
Já não é negócio ser trovador.
Eu pensei, e sinto muito,
Mudar da trova pro rock and roll,
Porque minha mulher se estressa
Que eu cante só músicas de amor.
E antes que eu me confunda,
Com os que ela escuta todo dia,
Ou me mande tocar em casamentos
Ou me peça dos Temerários,
Eu prefiro, me tornar roqueiro.
A ninguém importa se você canta ou não,
Se diz a real ou se fala de amor,
Não sofre pensando em não ter o que dizer,
Se com três acordes dá pra sobreviver.
Já não é negócio ser trovador.
A ninguém importa se você canta ou não,
Se diz a real ou se fala de amor,
Não sofre pensando em não ter o que dizer,
Se com três acordes dá pra sobreviver,
Já não é negócio ser trovador,
Já não é negócio ser trovador,
Quero me mandar bem longe,
E pra longe daqui.