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Muito Triste

Abel Velazquez

Molto Triste

Una espera interminable, para gastar, la mitad,
Trece opciones tan vacías, como para no intentar,
Niños corriendo, sin un freno, con coronitas de cartón,
Parejas de la mano hablando, de lo que el otro no entendió.

335 gramos, de tu recuerdo envuelto en sal,
Gusanitos de gomita, y coca cola, familiar,
Cuatro personas en la sala, discuten sobre religión,
Yo beso tu fantasma apenas, siento que suben el telón.

Y Malena, camina por el malecón,
Mientras la miran, como te suelo mirar yo,
En la protesta de mis manos, que no te pueden apresar,
Se ruedan lágrimas sin tiempo, que me preguntan donde estás.

Me miro solo, entre sollozos sin por que,
Cuadro por cuadro, desdibujando este querer,
Este vacío de ti en el aire, yo que sin ti no puedo ser,
E sono molto triste, perque sonno, senzate.

En la pantalla Tornattore, dibuja Italia sin hablar,
Cuento de un niño enamorado, que tal vez era su papá,
Yo poco a poco voy pensando, llegar al fin de la función,
Y al otro lado de este mundo, bajo tu almohada el corazón.

Y Malena, camina por el malecón,
Mientras la miran, como te suelo mirar yo,
En la protesta de mis manos, que no te pueden apresar,
Se ruedan lágrimas sin tiempo, que me preguntan donde estás.

Me miro solo, entre sollozos sin por que,
Cuadro por cuadro, desdibujando este querer,
Este vacío de ti en el aire, yo que sin ti no puedo ser,
E sonno molto triste, Perque sonno, senzate.

Regresa pronto que hasta el cine,
Esta esperando por decirte, te extrañe,
Te extrañe.

Muito Triste

Uma espera interminável, pra gastar, a metade,
Treze opções tão vazias, que nem vale a pena tentar,
Crianças correndo, sem freio, com coroas de papelão,
Casais de mãos dadas falando, do que o outro não entendeu.

335 gramas, da sua lembrança envolta em sal,
Gominhas de ursinho, e coca-cola, familiar,
Quatro pessoas na sala, discutindo sobre religião,
Eu beijo seu fantasma mal, sinto que levantam a cortina.

E Malena, caminha pelo calçadão,
Enquanto a olham, como eu costumo te olhar,
Na revolta das minhas mãos, que não conseguem te prender,
Lágrimas rolam sem tempo, que me perguntam onde você está.

Me vejo só, entre soluços sem porquê,
Quadro a quadro, desbotando esse querer,
Esse vazio de você no ar, eu que sem você não posso ser,
E é muito triste, porque sonho, sem você.

Na tela Tornatore, desenha a Itália sem falar,
Conto de um menino apaixonado, que talvez fosse seu pai,
Eu aos poucos vou pensando, em chegar ao fim da sessão,
E do outro lado deste mundo, debaixo do seu travesseiro o coração.

E Malena, caminha pelo calçadão,
Enquanto a olham, como eu costumo te olhar,
Na revolta das minhas mãos, que não conseguem te prender,
Lágrimas rolam sem tempo, que me perguntam onde você está.

Me vejo só, entre soluços sem porquê,
Quadro a quadro, desbotando esse querer,
Esse vazio de você no ar, eu que sem você não posso ser,
E é muito triste, porque sonho, sem você.

Volta logo que até o cinema,
Está esperando pra te dizer, eu senti sua falta,
Eu senti sua falta.

Composição: