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Uma Orquestração de Carbono

Above, Below

An Orchestration of Carbon

I skip silent stones on this lake
To feel my breath cold, feel my lungs ache
I wait patiently for lighted rain
To fall from your mouth and swim in the vein

My eyes vie in animation only with
Your cloud
And your spit
On my belly
Like an opal, bending and spreading

And I guess that lack of me is why I always look for you

Dour mind, aching snow
The willow tree that no longer grows
In timelessness I coalesce
As an orchestration of carbon

Moments dance before me like filigree ghosts
Ornate mirages within cigarette smoke
And their endless pantomime I find, tastes very much of you
Of that peppermint dream
I consume

And I guess, that lack of me
Is why I always look for you

Dour mind, aching snow
The willow tree that you said would grow
In parables you coalesce
As an orchestration of carbon

Uma Orquestração de Carbono

Eu pulo pedras silenciosas neste lago
Pra sentir meu fôlego frio, sentir meus pulmões doerem
Espero pacientemente pela chuva iluminada
Pra cair da sua boca e nadar na veia

Meus olhos competem em animação apenas com
Sua nuvem
E seu cuspe
Na minha barriga
Como um opala, se curvando e se espalhando

E eu acho que a falta de mim é o que sempre me faz te procurar

Mente sombria, neve dolorida
A árvore de salgueiro que não cresce mais
Na atemporalidade eu me coalesço
Como uma orquestração de carbono

Momentos dançam diante de mim como fantasmas de filigrana
Miragens ornamentadas dentro da fumaça do cigarro
E sua pantomima sem fim eu encontro, tem muito gosto de você
Daquele sonho de hortelã
Que eu consumo

E eu acho que a falta de mim
É o que sempre me faz te procurar

Mente sombria, neve dolorida
A árvore de salgueiro que você disse que iria crescer
Em parábolas você se coalesceu
Como uma orquestração de carbono