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Brindes de Despedida

Abraham Arvelo

Brindis Del Adiós

Comienzo cerrando los ojos,
por poco provoco, como no, gotas de dolor.
Despierta tranquila la acera, suena y suena el reloj despertador.

Mi habitación retiene tu olor a beso y vaso de cerveza
A certeza de que hay algo parecido al amor
entre tú y yo. Entre tú y yo,
hoy brindo por los dos, aunque todo pasó…

Llegaste con la prisa de querer querer curarme las heridas,
"No todo termina",
Poniendo por norma tenerte,
olvido temer tenerte cerca del corazón.

Hay veces que no hay fuerza, para chocar con fuerza
contra un muro de cal, contra la soledad.
Dando vueltas y vueltas, vuelvo a recordar que hoy brindo por amor,
aunque todo pasó.

Lástima, dijo la luna, y tu semilla quedó
como pluma en un cajón.
Nada una flor amarilla, bajo el puente del adiós
Perdí tu voz y el aire se hizo ruina

Rutina en el paso solitario de los días
y otro tren se paró, separó el rumor
de esta copa que hoy levanto
tomando prestado el canto de un brindis por amor,
aunque todo pasó.

Brindes de Despedida

Começo fechando os olhos,
quase provoquei, como não, gotas de dor.
A calçada acorda tranquila, o despertador toca e toca.

Meu quarto retém seu cheiro de beijo e copo de cerveja
A certeza de que há algo parecido com amor
entre você e eu. Entre você e eu,
hoje brindo por nós dois, embora tudo tenha passado...

Você chegou com a pressa de querer curar minhas feridas,
"Nem tudo acaba",
Colocando como norma te ter,
Esqueço de temer ter você perto do coração.

Tem vezes que não há força, para bater com força
contra um muro de cal, contra a solidão.
Dando voltas e mais voltas, volto a lembrar que hoje brindo por amor,
embora tudo tenha passado.

Que pena, disse a lua, e sua semente ficou
como pena em uma gaveta.
Nada uma flor amarela, sob a ponte da despedida
Perdi sua voz e o ar se tornou ruína.

Rotina no passo solitário dos dias
e outro trem parou, separou o rumor
desta taça que hoje levanto
tomando emprestado o canto de um brinde por amor,
embora tudo tenha passado.

Composição: