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Belas Artes

ACIDV4MP

Letra

    Eu tô fabricando as mais belas artes
    Na tentativa de virar um covarde
    Pra que eu não seja só mais um mártir
    E me apodreça com a fúria de Marte

    A pedra rebola nesse meu dedo
    A planta dança se eu faço o enredo
    Espírito Santo que me alivia
    O beijo da morte se tornou meu guia

    Nesse desabafo eu desmonto meu ego
    Contrato demônios que martelam pregos
    Minha mão tá fedendo à tinta acrílica
    As palavras morrem dentro da basílica

    Pra que essa vida se torne mais linda
    Sem se entorpecer daquela falsa sina
    Que me imputava a destruição
    Eu aguardo você vir me pedir perdão

    Mas aguardo correndo na Era de Peixes
    Piranhas nunca vão dizer o que sentem
    Estão preocupadas com os tubarões
    Procurando atrito e outras confusões

    Pois não perceberam o fim desse zodíaco
    São os causadores do aperto cardíaco
    Da luz que a todos tentou carregar
    E desistiu pra não mais salivar

    Em vão por amigos que acham que peitam
    Eu deixo peitarem pois não mais se queixam
    De ter machucado a solução da era
    Que hoje só canta pra quem se enterra

    Eu amo as putas que sempre se entregam
    Se eu pudesse eu me entregava pra todas
    Eu amo os ladrões que nunca se entregam
    Se eu pudesse eu me entregava por todos

    Mas não posso ser aquilo que eu não sou
    Eu nunca consegui falsificar um flow
    Meu grande presente foi ganhar coragem
    Minha grande dor foi perder a miragem

    Já consigo sorrir com os nobres encontros
    Das almas que nunca desistem de mim
    Intercalam corpos mas nunca se cansam
    Pois acreditam que não vou ter um fim

    Pelo menos não cedo é o que elas proclamam
    Coração palpita quando o verbo chama
    Um coração por vez é tudo que eu peço
    Já que percebo tudo eu não mais me apresso

    Eu venho sonhando com as mais loucas naves
    Prazeres antigos batem na garagem
    Capotei na curva de uma escultura
    Hoje eu me pergunto se a santa é pura

    A pedra carrega com a luz do vento
    A planta se molha no meu desespero
    Maldita agonia que se vitimiza
    Na hipocrisia da hipergamia

    Nesse desabafo eu desmonto teu clero
    Se protege Leão eu tô falando sério
    Não tem quem resista à morte em vida
    Esse cheiro de medo percorre a avenida

    Que dá na colina da perdição
    Que dá na raiz da tua tentação
    Que dá na memória do exorcismo
    Tu se arrependerás de perder um amigo

    Que sempre sentiu o que tu precisava
    Te dava tudo aquilo que tu pedia
    Gastava da conta que ainda não tinha
    Achando que tu dominava a magia

    Mas o sangue de bruxa nem vem de você
    Quem cê acha que fez tudo isso acontecer
    O teu equilíbrio gera ilusão
    O meu equilíbrio traz libertação

    Aproveita a ditadura que tu provocou
    A corrente da inveja você que girou
    Mentiu pra todas as suas almas gêmeas
    E surta quando alguém te fala meu nome

    Acha que tem tudo na palma da mão
    Normal pra quem nasceu dentro do carnaval
    Cuidado que peixe morre pela boca
    E tu brinca com o fardo de ser imortal

    Eu nem ligo pra minha imagem mais
    Cê se esforça tanto pra foder minha paz
    Que se aliou até aos meus rivais
    Tenta ficar sóbria pra tu ver quem cai


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