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Içado Pelos Passos Que Temos Apagado

Acróstica

Letra

    Impensável sina que farta-me de graças que
    De outra forma, não iria ostentar
    Com tantas honras tão reais que não me importa o preço
    Que paguei para aqui estar
    Abram-se os portões
    Desse novo mundo meu, que me tentou
    Me fez abandonar todas minhas convicções
    Olho o quanto se perdeu
    Aceito que essa escolha traz uma nova era de aflição

    Para muitos que tiveram fé em quem já não podia mais acreditar
    E isso não é tudo o que o forte pode alcançar
    Levado, enfim, a escolher me mascarar
    Em uma farsa pela minha ascensão
    Olhe pra mim (olhe pra mim)
    Sou, hoje, o que já foi nossa motivação

    Passos que um dia escolhi me distanciar
    Agora guiam-me em um caminho imundo
    Em que não posso mais voltar
    Sentia orgulho de exaltar a compaixão
    Só sinto agora medo de quem traí

    Como ameaças à minha ascensão
    Olho ao vazio, sem forças pra respirar
    Apenas queria saber o que aconteceu
    Sozinho, só essas correntes e eu
    E mais um dia que torço pra acabar

    Queria poder recomeçar, reviver dias de um plano em que havia paz
    Uma forma de voltar atrás, mas não há luz
    Não existe chance de isso mudar
    (Existe sempre uma chance se acreditar)

    Tente derrubar tudo que ganhei com a traição
    Garanto que não poderá
    Entregue o que te resta às minhas mãos
    Não haverá mais uma chance de se reerguer
    Medos que consomem minha alma
    Assim como a insistência de zelar pela mentira

    Ovacionando a omissão, mesmo sabendo
    Que isso é prenúncio de revolta e ira
    Selem os portões desse novo mundo meu
    Impeçam que o tesouro vá além do alcance das minhas mãos

    Atrás do que já se esqueceu existe um segredo
    Oculto que pode trazer perdição
    Para os poucos que puderam desfrutar
    Da crença dos fracos que hoje sofrem
    Agora não sei se valeu a pena perder o que fui
    Guiado, enfim, a um caminho sem saída
    Adiando minha sentença final

    Apiedem-se de mim, fui outra vítima tentada por esse mal
    Dogmas tão cegos fizeram me ajoelhar frente à reis de ouro
    Corações de pedra a me guiar
    Ouço tantas vozes, sofrimento em vazão
    Uno minha voz à elas implorando em pranto por perdão

    Composição: Antônio Ernando / Joel Gomes. Essa informação está errada? Nos avise.

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